Caros co-camaroes e co-camaroas:
Mexam esse rabinho, telefonem para a Portimar e reservem um quarto na Praia da Rocha. Daqueles baratos e perto da praia. Caso tenham decidido que Portimao ja nao esta a dar, decidam um sitio (de preferencia um sitio turistico, porque tem mais oferta o que normalmente quer dizer que nesta altura fazem precos mais baixos), facam uma busca na net e telefonem. Este ano deve ir um colega nosso americano ai passar uns dias, portanto ainda nao sei ao certo como vai ser com a passagem de ano. Logo se ve. Agora se nao houver nada, nao havera nada para ver e Samora ainda e mais out que a Praia da Rocha.
Vao ver que no fim se sentem realizados por terem feito algo de tao construtivo como terem tratado das coisas para a passagem de ano! Vai de certeza fortalecer-vos o caracter :)
Abracos e bjinhos
quinta-feira, 1 de dezembro de 2005
segunda-feira, 28 de novembro de 2005
A partir de Inglaterra
Para os mais distraidos, já foi actualizada a lista de Blogs Amigos...
A acompanhar com atenção a prosa de "um português radicado em Inglaterra", o nosso co-camarão Pedro Marques, pois claro, no seu novo Blog.
O link: A Partir de Inglaterra
E no Natal cá nos encontramos!
P.S.: O pessoal mandou dizer para combinares a passagem de ano :) Já sabes que é a tradição seres tu a tratar de tudo...
A acompanhar com atenção a prosa de "um português radicado em Inglaterra", o nosso co-camarão Pedro Marques, pois claro, no seu novo Blog.
O link: A Partir de Inglaterra
E no Natal cá nos encontramos!
P.S.: O pessoal mandou dizer para combinares a passagem de ano :) Já sabes que é a tradição seres tu a tratar de tudo...
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
A explicação
quarta-feira, 12 de outubro de 2005
Camarao chega ao topo
Sempre soube que estavamos destinados a comandar este pais! A confirmacao chegou atraves de uma noticia do Diario Digital, que prova que o nosso co-camarao Raposo ja trata por tu o Primeiro Ministro:
PS: Raposo responsabiliza Sócrates pela derrota autárquica
PS: Raposo responsabiliza Sócrates pela derrota autárquica
terça-feira, 4 de outubro de 2005
O futebol, sempre o futebol
Estadio do Newcastle United (St James' Park)
Ja que o meu Sporting nao consegue passar da primeira ronda da Taca Uefa, decidi adoptar mais um clube de gente com muita fe mas com poucas razoes para festejar.
sábado, 24 de setembro de 2005
Camara do Rio: segunda internacionalizacao!!
(Quero antes de mais avisar que os teclados daqui nao tem acentos, logo puxem pela imaginacao e coloquem-nos voces!)
Pois e, pela segunda vez o Camarao goes international. Mais uma vez no Reino Unido, embora desta vez mais a sul, na cidade de Newcastle, o co-camarao Pedro saiu do oasis em busca de inspiracao divina para deleitar os nossos leitores com brilhantes postas sobre... bem, muitas coisas.
Bem sei que o Camarao nunca se refez do choque de calor que atingiu Portugal este ano, e especialmente a vila a beira-rio plantada, a grande capital do Toiro-Toiro, Samora Correia, e que o deixou num estado de letargia tal que houve quem apelasse a uma reestruturacao de fundo. Mas o Camarao nao precisa de restruturacao: o Camarao precisa e de ser acompanhado pelo belo do paozinho alentejano com manteiga e pela bela da buja, em estado de pre-congelacao.
Como tal, apenas devemos esperar que os Mui Reais co-camaroes voltem a juntar a papa disforme em que se tornaram depois de derreterem ao sol e voltem a debitar no ecra a sua verborreia.. ou nao. Seja como for, tambem so queria mandar cumprimentos para Portugal e portanto todo este disparate que para aqui disse e na verdade bastante futil e nem sei para que e que perderam tempo a le-lo!
Tenho dito,
Bjinhos e abracos
Pois e, pela segunda vez o Camarao goes international. Mais uma vez no Reino Unido, embora desta vez mais a sul, na cidade de Newcastle, o co-camarao Pedro saiu do oasis em busca de inspiracao divina para deleitar os nossos leitores com brilhantes postas sobre... bem, muitas coisas.
Bem sei que o Camarao nunca se refez do choque de calor que atingiu Portugal este ano, e especialmente a vila a beira-rio plantada, a grande capital do Toiro-Toiro, Samora Correia, e que o deixou num estado de letargia tal que houve quem apelasse a uma reestruturacao de fundo. Mas o Camarao nao precisa de restruturacao: o Camarao precisa e de ser acompanhado pelo belo do paozinho alentejano com manteiga e pela bela da buja, em estado de pre-congelacao.
Como tal, apenas devemos esperar que os Mui Reais co-camaroes voltem a juntar a papa disforme em que se tornaram depois de derreterem ao sol e voltem a debitar no ecra a sua verborreia.. ou nao. Seja como for, tambem so queria mandar cumprimentos para Portugal e portanto todo este disparate que para aqui disse e na verdade bastante futil e nem sei para que e que perderam tempo a le-lo!
Tenho dito,
Bjinhos e abracos
quarta-feira, 17 de agosto de 2005
Vivó Verão
É verdade que o Camarão tem andado em baixo de forma. Mas é por uma boa causa: É VERÃO :)
Vivó Verão!
Vivó Verão!
sexta-feira, 15 de julho de 2005
Feliz Aniversário!
Neste dia é celebrado um novo aniversário da pessoa que me carregou e trouxe a este mundo, por isso mesmo, quero aqui desejar um óptimo 15 de Julho e um Feliz Aniversário para a minha querida mãezinha!
Parabéns!
Parabéns!
Oi tudo bem cum ocês!
Pois é caros amigos, já á uns tempos que não passava por aqui. Vejo que as mentes dos meus brilhantes co-camarões continuam a efervescer, e como tal em cada bolinha de gás produzida sai mais um pouco daquilo que irá salvar a humanidade da devastação, O Conhecimento!
Pois conhecimento é uma daquelas coisas que ultimamente não tenho adquirido, pois neste momento as probabilidades e estatística ocupam-me de tal forma que deste pequeno cérebro já só saem valores algébricos, a capacidade de ter ideias morreu!
Posto isto só quero dizer uma coisa, quem é que deixou o Alberto Jõao Jardim entrar na ilha da Madeira, se não deixam cidadãos de leste, chineses e indianos foram deixar entrar um atrasado mental! É que toda a gente sabe que os deficientes custam bem mais dinheiro ao estado do que os emigrantes, logo se calhar já estava na altura de alguém por a cabeça deste atrasado debaixo de água, sem acessórios respiratórios por um período não inferior a duas horas não?
Como é que é possível em pleno século XXI, deixarem este homem falar, 1º não se percebe o que ele diz, 2º não interessa perceber, e por fim, porque é que eu me digno a falar de gente desta!
Pois conhecimento é uma daquelas coisas que ultimamente não tenho adquirido, pois neste momento as probabilidades e estatística ocupam-me de tal forma que deste pequeno cérebro já só saem valores algébricos, a capacidade de ter ideias morreu!
Posto isto só quero dizer uma coisa, quem é que deixou o Alberto Jõao Jardim entrar na ilha da Madeira, se não deixam cidadãos de leste, chineses e indianos foram deixar entrar um atrasado mental! É que toda a gente sabe que os deficientes custam bem mais dinheiro ao estado do que os emigrantes, logo se calhar já estava na altura de alguém por a cabeça deste atrasado debaixo de água, sem acessórios respiratórios por um período não inferior a duas horas não?
Como é que é possível em pleno século XXI, deixarem este homem falar, 1º não se percebe o que ele diz, 2º não interessa perceber, e por fim, porque é que eu me digno a falar de gente desta!
quinta-feira, 14 de julho de 2005
Duas ou três coisas (ou quatro, se formos a ver bem...)
Vou dar a mão à palmatória e confessar que fui acordado da minha letargia crustácea devido ao apelo sentido do meu co-Camarão. Sim, confesso... Tenho necessidade de ser espevitado de vez em quando...
Acompanhem-me e compreendam:
Tem estado um calor ‘daqueles’, que até o próprio Satanás em pessoa (o Mafarrico, ele mesmo!!) foi visto a deambular pelas praias portuguesas, de geleira em punho, em busca de um molha-pés refrescante! Só espero que não seja apanhado em algum desses arrastões da moda...
Com um cenário destes, os meus dedos tendem a tornar-se um pouco preguiçosos, quando deparados com papel e pena... Isto assim não se consegue aguentar! Já ponderei a possibilidade de iniciar uma cura de gelo por via intravenosa, mas tenho receio que não resulte e tudo se venha a tornar uma imensa perda de tempo...
Estou desempregado! Pois é, como esconder o orgulho de me ter tornado uma parte pulsante dessa estatística maravilhosa que estima a população portuguesa no desemprego? Deixem-me dizer-lhes que não é muito revigorante deixar de ser tratado como um número numa empresa (2772, ah pois é!), para passar a ser conhecido como um número numa estatística. Não é muito, não...
Mas como bom elemento estatístico que sou, faço aquilo que todo o desempregado que tem orgulho no seu papel pode fazer. Assim sendo, não há um dia que passe que não tente descobrir uma nova forma de adormecer no sofá da sala, enquanto sofro uma lavagem cerebral através de inúmeros programas de televisão, logo após ter ingerido uma quantidade absurda de alimentos, cujo elevado teor em açucares e substâncias capazes de obstruir as principais artérias, é suficiente para tornar uma saca de cimento numa refeição saudável!!
Não pensem que me tornei num inútil! Nada disso! Ainda não tenho um cargo no governo! Apesar de lhes ter enviado um curriculo, a resposta que me deram foi negativa. Através de um trabalho de investigação exaustiva que ocupou 17 departamentos da função pública, 3 conferências de imprensa, uma visita da Polícia Judiciária e publicação no Diário da República com direito a errata posterior, lá conseguiram encontrar uma falha nas minhas habilitações. Parece que afinal, de vez em quando, sou dono daquilo a que chamam Consciência...
Ainda não me consegui livrar dela. E vocês não fazem ideia de como isso pode ser um handicap quando se anda em busca de um lugar no mercado de trabalho...
Mas como o nosso anterior governo (aquele que disse que isto estava de tanga e deixou-nos a tentar gerir uma colónia de nudistas) gastou uns bons milhões do nosso dinheiro (daquele que eu era obrigado a dar-lhes quando ainda tinha emprego), na compra de material e equipamentos para ajudar as corporações de bombeiros e populações em geral no combate aos incêndios, que mais uma vez estão a destruir o nosso país, resolvi tirar uns cursos e frequentar umas acções de formação, de forma a poder, também eu, dar o meu contributo...
Agora, a culpa não é minha se ainda não começaram a utilizar os submarinos!!
Assim é que, enquanto não sou chamado para conduzir os submarinos mágicos que vão apagar estes incêndios todos, fui-me deixando cair mais vezes no sofá mágico da minha sala, tentando perceber onde diabo estavam aqueles 150 mil novos postos de trabalho, que o Sócrates me prometeu, no dia em que fui despedido...
Tenho estado ocupado...
Acompanhem-me e compreendam:
Tem estado um calor ‘daqueles’, que até o próprio Satanás em pessoa (o Mafarrico, ele mesmo!!) foi visto a deambular pelas praias portuguesas, de geleira em punho, em busca de um molha-pés refrescante! Só espero que não seja apanhado em algum desses arrastões da moda...
Com um cenário destes, os meus dedos tendem a tornar-se um pouco preguiçosos, quando deparados com papel e pena... Isto assim não se consegue aguentar! Já ponderei a possibilidade de iniciar uma cura de gelo por via intravenosa, mas tenho receio que não resulte e tudo se venha a tornar uma imensa perda de tempo...
Estou desempregado! Pois é, como esconder o orgulho de me ter tornado uma parte pulsante dessa estatística maravilhosa que estima a população portuguesa no desemprego? Deixem-me dizer-lhes que não é muito revigorante deixar de ser tratado como um número numa empresa (2772, ah pois é!), para passar a ser conhecido como um número numa estatística. Não é muito, não...
Mas como bom elemento estatístico que sou, faço aquilo que todo o desempregado que tem orgulho no seu papel pode fazer. Assim sendo, não há um dia que passe que não tente descobrir uma nova forma de adormecer no sofá da sala, enquanto sofro uma lavagem cerebral através de inúmeros programas de televisão, logo após ter ingerido uma quantidade absurda de alimentos, cujo elevado teor em açucares e substâncias capazes de obstruir as principais artérias, é suficiente para tornar uma saca de cimento numa refeição saudável!!
Não pensem que me tornei num inútil! Nada disso! Ainda não tenho um cargo no governo! Apesar de lhes ter enviado um curriculo, a resposta que me deram foi negativa. Através de um trabalho de investigação exaustiva que ocupou 17 departamentos da função pública, 3 conferências de imprensa, uma visita da Polícia Judiciária e publicação no Diário da República com direito a errata posterior, lá conseguiram encontrar uma falha nas minhas habilitações. Parece que afinal, de vez em quando, sou dono daquilo a que chamam Consciência...
Ainda não me consegui livrar dela. E vocês não fazem ideia de como isso pode ser um handicap quando se anda em busca de um lugar no mercado de trabalho...
Mas como o nosso anterior governo (aquele que disse que isto estava de tanga e deixou-nos a tentar gerir uma colónia de nudistas) gastou uns bons milhões do nosso dinheiro (daquele que eu era obrigado a dar-lhes quando ainda tinha emprego), na compra de material e equipamentos para ajudar as corporações de bombeiros e populações em geral no combate aos incêndios, que mais uma vez estão a destruir o nosso país, resolvi tirar uns cursos e frequentar umas acções de formação, de forma a poder, também eu, dar o meu contributo...
Agora, a culpa não é minha se ainda não começaram a utilizar os submarinos!!
Assim é que, enquanto não sou chamado para conduzir os submarinos mágicos que vão apagar estes incêndios todos, fui-me deixando cair mais vezes no sofá mágico da minha sala, tentando perceber onde diabo estavam aqueles 150 mil novos postos de trabalho, que o Sócrates me prometeu, no dia em que fui despedido...
Tenho estado ocupado...
quarta-feira, 13 de julho de 2005
Caros co-camarões
Não deixem que o cheiro a podre emanado pelo sumptuoso Rio Almansor, que banha a nossa exótica Samora Correia, vos contamine a ervilha que é o vosso cérebro! Reajam, mandem vir, chamem nomes ao Sócrates, vá lá, não podemos deixar morrer a alavanca do desenvolvimento cultural deste país: O Camarão do Rio.
Após décadas de trabalho árduo para consolidar a nossa posição ímpar na blogosfera, os portugueses contam connosco para lhes dizer como devem viver, o que devem vestir, o que devem pensar e acima de tudo... bem, muitas coisas mais!
Vá lá, quero sentir esses dedos a martelar nos teclados, deixem-se lá das coisas que costumam fazer, se não ainda ficam cegos! Não podemos deixar que a conspiração proto-chauvinista-católica-capitalista-da-esquerda-comprometida-com-a-direita-e-que-gosta-de-rebéubeu tome conta deste país! Vamos a eles!
Após décadas de trabalho árduo para consolidar a nossa posição ímpar na blogosfera, os portugueses contam connosco para lhes dizer como devem viver, o que devem vestir, o que devem pensar e acima de tudo... bem, muitas coisas mais!
Vá lá, quero sentir esses dedos a martelar nos teclados, deixem-se lá das coisas que costumam fazer, se não ainda ficam cegos! Não podemos deixar que a conspiração proto-chauvinista-católica-capitalista-da-esquerda-comprometida-com-a-direita-e-que-gosta-de-rebéubeu tome conta deste país! Vamos a eles!
sábado, 2 de julho de 2005
Agora a sério!
Pois é, afinal parece que o arrastão na praia de Carcavelos, que espalhou o pânico, o terror, a morte, a decadência e o sofrimento pela casa de todos os portugueses, e mais além... nunca existiu!
As notícias sobre o terrível arrastão, que supostamente envolveu cerca de 500 jovens, basearam-se em fotografias muito pouco esclarecedoras e cuja leitura é no mínimo preconceituosa. Na verdade, investigações policiais posteriores vieram provar que a maior parte dos negros que se vêm a correr nas fotografias com malas e outros objectos na mão, estavam unicamente.... a transportar os seus próprios pertences! (Credo, que horror, essas pessoas mais escuras também têm pertences?!? Onde é que isto já chegou?)
Além disso, o único testemunho recolhido pelas televisões que confirmou o suposto arrastão foi o de um tipo que trabalha num bar da praia e que fez questão de contar a todas as televisões os momentos de terror que na sua opinião se viveram. Mas na verdade, apenas uma pessoa apresentou queixa por roubo nesse dia... e por acaso até foi assaltada na estação dos comboios. Alem disso há muitos outros testemunhos que põem em causa esse suposto assalto em massa! Mas claro, esses não vendem jornais...
Se quiserem podem ver um pequeno documentário (20 minutos) sobre este assunto neste site: www.eraumavezumarrastao.net (NOTA: este site encontra-se temporariamente indisponível. Não sei o que se passa mas espero que dentro de dias seja possível voltar a consultá-lo). E desenganem-se os mais cépticos, que não se trata de delinear teorias da conspiração, mas apenas uma reflexão baseado em documentos oficiais e depoimentos vários.
Tudo isto só para dizer: estejam descansados, podem continuar a sair à rua que não vão ser assaltados, agredidos, esquartejados, vendidos às postas e talvez até insultados, por hordas de jovens marginais em fúria. A não ser que seja pelos imbecis que se manifestaram uns dias mais tarde devido ao seu orgulho em serem brancos e que têm reconhecidamente propensão para a violência gratuita (a respeito desta manifestação, aconselho-vos a leitura desta posta)
As notícias sobre o terrível arrastão, que supostamente envolveu cerca de 500 jovens, basearam-se em fotografias muito pouco esclarecedoras e cuja leitura é no mínimo preconceituosa. Na verdade, investigações policiais posteriores vieram provar que a maior parte dos negros que se vêm a correr nas fotografias com malas e outros objectos na mão, estavam unicamente.... a transportar os seus próprios pertences! (Credo, que horror, essas pessoas mais escuras também têm pertences?!? Onde é que isto já chegou?)
Além disso, o único testemunho recolhido pelas televisões que confirmou o suposto arrastão foi o de um tipo que trabalha num bar da praia e que fez questão de contar a todas as televisões os momentos de terror que na sua opinião se viveram. Mas na verdade, apenas uma pessoa apresentou queixa por roubo nesse dia... e por acaso até foi assaltada na estação dos comboios. Alem disso há muitos outros testemunhos que põem em causa esse suposto assalto em massa! Mas claro, esses não vendem jornais...
Se quiserem podem ver um pequeno documentário (20 minutos) sobre este assunto neste site: www.eraumavezumarrastao.net (NOTA: este site encontra-se temporariamente indisponível. Não sei o que se passa mas espero que dentro de dias seja possível voltar a consultá-lo). E desenganem-se os mais cépticos, que não se trata de delinear teorias da conspiração, mas apenas uma reflexão baseado em documentos oficiais e depoimentos vários.
Tudo isto só para dizer: estejam descansados, podem continuar a sair à rua que não vão ser assaltados, agredidos, esquartejados, vendidos às postas e talvez até insultados, por hordas de jovens marginais em fúria. A não ser que seja pelos imbecis que se manifestaram uns dias mais tarde devido ao seu orgulho em serem brancos e que têm reconhecidamente propensão para a violência gratuita (a respeito desta manifestação, aconselho-vos a leitura desta posta)
quinta-feira, 30 de junho de 2005
Meus amigos...
A religião é o ópio do povo!
O futebol é o ópio do povo!
A televisão é o ópio do povo!
.........O povo tá todo drogado!
O futebol é o ópio do povo!
A televisão é o ópio do povo!
.........O povo tá todo drogado!
terça-feira, 21 de junho de 2005
BUUH!! Fanzine está de volta!
Pois é, caros coleguinhas camarões e demais leitores desta fonte emanante de cultura, crítica sagaz e humor farto. Estou aqui a informá-los em primeiríssima mão de que brevemente estará disponível um novo número dessa mítica fanzine de acção contra-cultural (não estou a exagerar muito, não?), da responsabilidade deste vosso colega (moi même!) que dá pelo nome de Buuh!! Fanzine!
Isso mesmo! O presente ano de 2005 vê assim surgir o terceiro número desta famosa publicação alternativa, depois do glorioso ano de 2003 ter assistido ao parto da segunda entrega! Isto é que é trabalho árduo, não acham?
Pois bem, para os mais interessados, podem desde já contar com 16 páginas com alguns textos daquilo que a Buuh!! já vos acostumou, bem como algumas considerações acerca de nomes do espectro musical-intervencionista como sejam, Jello Biafra (ex-vocalista/letrista dos americanos Dead Kennedys) e The (International) Noise Conspiracy. Para terminar em beleza, uma pequena homenagem a uma grande banda: The Ramones!
Mai nada!!
Isso mesmo! O presente ano de 2005 vê assim surgir o terceiro número desta famosa publicação alternativa, depois do glorioso ano de 2003 ter assistido ao parto da segunda entrega! Isto é que é trabalho árduo, não acham?
Pois bem, para os mais interessados, podem desde já contar com 16 páginas com alguns textos daquilo que a Buuh!! já vos acostumou, bem como algumas considerações acerca de nomes do espectro musical-intervencionista como sejam, Jello Biafra (ex-vocalista/letrista dos americanos Dead Kennedys) e The (International) Noise Conspiracy. Para terminar em beleza, uma pequena homenagem a uma grande banda: The Ramones!
Mai nada!!
sexta-feira, 17 de junho de 2005
O arrastão fedorento
Este rapaz tem imaginação, lá isso tem. O Ricardo Araújo Pereira (dos Gato Fedorento) escreveu um artigo para uma coluna que ele tem na Visão, sobre o arrastão de Carcavelos. Podem lê-lo aqui, em formato PDF. Divirtam-se!
segunda-feira, 13 de junho de 2005
o único facto garantido nesta vida...
... é o que a todos nos espera, o nosso destino final: a morte! Não me lembrei de escrever isto por uma qualquer propensão para a questão em si, mas apenas e só por termos perdido, no espaço de dias, três figuras de extrema importância para a história político-cultural deste país:
Vasco Gonçalves
Álvaro Cunhal
Eugénio de Andrade
Nunca fui grande defensor de elogios fúnebres, por considerar que o elogio a ser feito deve ter lugar em vida, por considerar que não se pode elogiar um só homem que morre num dia em que morreram tantos outros, com toda uma vida por trás e com todas as acções que através dela deixaram. Sejam elas boas ou não, mas que influenciaram certamente quem os rodeou.
Abro aqui uma pequena excepção à minha banal convicção, para me permitir um sentido de pesar por estes três homens, para poder dizer que suas famílias, apesar da enorme perda, podem estar orgulhosas por tudo quanto deve esta nação a estes três grandes homens...
"Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos"
Eugénio de Andrade
O Morde Essa Bolacha!! também lhes presta homenagem aqui.
Vasco Gonçalves
Álvaro Cunhal
Eugénio de Andrade
Nunca fui grande defensor de elogios fúnebres, por considerar que o elogio a ser feito deve ter lugar em vida, por considerar que não se pode elogiar um só homem que morre num dia em que morreram tantos outros, com toda uma vida por trás e com todas as acções que através dela deixaram. Sejam elas boas ou não, mas que influenciaram certamente quem os rodeou.
Abro aqui uma pequena excepção à minha banal convicção, para me permitir um sentido de pesar por estes três homens, para poder dizer que suas famílias, apesar da enorme perda, podem estar orgulhosas por tudo quanto deve esta nação a estes três grandes homens...
"Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos"
Eugénio de Andrade
O Morde Essa Bolacha!! também lhes presta homenagem aqui.
domingo, 12 de junho de 2005
Boa notícia
Os chefões decidiram perdoar a dívida de 18 países subdesenvolvidos, sendo a sua maioria países da África Subsaariana, uma das regiões que mais tem sofrido nestes últimos anos. O impacto desta medida deverá ainda ser analisado com mais profundidade, mas à partida é uma boa notícia.
Para não maçar os habituais leitores do Camarão do Rio, cujo Q.I. se situa entre a inteligência de uma amiba e a iniciativa de um Koala, irei continuar este debate no meu outro blog, que se encontra aqui.
Para não maçar os habituais leitores do Camarão do Rio, cujo Q.I. se situa entre a inteligência de uma amiba e a iniciativa de um Koala, irei continuar este debate no meu outro blog, que se encontra aqui.
quinta-feira, 9 de junho de 2005
O teste definitivo e fundamental
Na senda dos testes que tanta tecla têm feito vibrar neste blog, apresento o mais importante deles todos:

Resultado e link na própria imagem. Desafio todos os camarões a fazerem!
(Descoberto através da Bomba Inteligente.)
Resultado e link na própria imagem. Desafio todos os camarões a fazerem!
(Descoberto através da Bomba Inteligente.)
segunda-feira, 6 de junho de 2005
Para que ainda não reparou, está um calor que não se pode!
Se o ano passado choveu a potes e mesmo assim meio Portugal ardeu, será que é este ano que conseguimos ver-nos livres deste pequeno país que temos a mania de chamar nosso? E que se isto fosse meu não estava neste estado de certeza!
Estava bem pior, pois como todos nós sabemos eu sou um jovem déspota e se isto fosse meu há uns quantos que já cá não estavam, pintava tudo de verde e mandava alcatifar as praias que tenham grãos de areia inferiores a 5 milímetros, toda a gente sabe que não há nada mais irritante do que um gajo andar na praia a coçar os espaços entre os dedos e a peida porque a areia mete-se em todo lado!
Eu estou já a avisar, se vierem chamas para o meu lado, eu meto-me no meu coche e vou morar para o pé dos nuestros ermanos, é que lá o défice não é 6,83%! Até assusta!
Isto por aqui não se avizinha bons tempos! (Digo eu) Espero que já todos tenham comprado os chinelos, estou mesmo a ver daqui a 10 anos, ou imigramos todos, ou vai tudo para a praia a vender sandes de courato que não azedam!
E como não me põem a mandar vamos andar na praia a vender sandes de courato, minis e a coçar os pés a peida e o escroto ao mesmo tempo! Depois quero ver quem é que anda de tanga!
Estava bem pior, pois como todos nós sabemos eu sou um jovem déspota e se isto fosse meu há uns quantos que já cá não estavam, pintava tudo de verde e mandava alcatifar as praias que tenham grãos de areia inferiores a 5 milímetros, toda a gente sabe que não há nada mais irritante do que um gajo andar na praia a coçar os espaços entre os dedos e a peida porque a areia mete-se em todo lado!
Eu estou já a avisar, se vierem chamas para o meu lado, eu meto-me no meu coche e vou morar para o pé dos nuestros ermanos, é que lá o défice não é 6,83%! Até assusta!
Isto por aqui não se avizinha bons tempos! (Digo eu) Espero que já todos tenham comprado os chinelos, estou mesmo a ver daqui a 10 anos, ou imigramos todos, ou vai tudo para a praia a vender sandes de courato que não azedam!
E como não me põem a mandar vamos andar na praia a vender sandes de courato, minis e a coçar os pés a peida e o escroto ao mesmo tempo! Depois quero ver quem é que anda de tanga!
segunda-feira, 30 de maio de 2005
999
Hoje é uma noite especial para todos os co-camarões!
O Benfica perdeu a taça, os benfiquistas perceberam hoje quando acordaram que o défice é de 6,83%, o NON venceu em frança, mas o que é que isso interessa?
O nosso blogue atingiu a prodigiosa marca das 999 visitas, o que, se pensar-mos bem é o dobro de 499,5 e dividido por 6,83 dá 146,26647144948755490483162518302!
Não é um blogue da moda mas tem colaboradores que estão na moda.
Não tem politicos de peso mas tem pessoas pesadas.
Não somos os mais conhecidos mas somos os mais bonitos.
Não temos mais visitas mas gostamos de margaritas.
Mesmo quando as coisas correm mal, gostamos de margaritas.
Quando as coisas correm mesmo mal, gostamos de qualquer coisa.
Não nos esquecemos de quem mais alegrias, e Amizade, nos tem dado por isso, José Peseiro, esta noite também é tua.
Não nos podemos esquecer também do cinema do Sri Lanka, do bagaço chinês, das botas do Santos, do confessionário, e, muito importante, de todos os nossos colaboradores que, apesar de não saberem ler, sempre deram o seu contributo precioso através do silencio, dando a verdadeira lição: "Antes estar calado e passar por parvo, do que tirar as dúvidas todas".
A todos os outros que nos esquecemos de referir, é porque realmente não têm importancia, ou pensavam que iamos pedir desculpa?
O Benfica perdeu a taça, os benfiquistas perceberam hoje quando acordaram que o défice é de 6,83%, o NON venceu em frança, mas o que é que isso interessa?
O nosso blogue atingiu a prodigiosa marca das 999 visitas, o que, se pensar-mos bem é o dobro de 499,5 e dividido por 6,83 dá 146,26647144948755490483162518302!
Não é um blogue da moda mas tem colaboradores que estão na moda.
Não tem politicos de peso mas tem pessoas pesadas.
Não somos os mais conhecidos mas somos os mais bonitos.
Não temos mais visitas mas gostamos de margaritas.
Mesmo quando as coisas correm mal, gostamos de margaritas.
Quando as coisas correm mesmo mal, gostamos de qualquer coisa.
Não nos esquecemos de quem mais alegrias, e Amizade, nos tem dado por isso, José Peseiro, esta noite também é tua.
Não nos podemos esquecer também do cinema do Sri Lanka, do bagaço chinês, das botas do Santos, do confessionário, e, muito importante, de todos os nossos colaboradores que, apesar de não saberem ler, sempre deram o seu contributo precioso através do silencio, dando a verdadeira lição: "Antes estar calado e passar por parvo, do que tirar as dúvidas todas".
A todos os outros que nos esquecemos de referir, é porque realmente não têm importancia, ou pensavam que iamos pedir desculpa?
Vejo-me forçado a dizer cada coisa!
E eu ia ficar calado? Isto é que está aqui uma conversa esperta!
Então eu agora sou atacado desta forma cobarde por fontes anónimas, toda a gente sabe que o George w. Bush ao pé de mim é um pobre amador nestas andanças do fascismo, porque a ele nunca ninguém ouviu dizer que dá porrada na mulher, e obriga-a a ficar em casa a tomar conta dos filhos.
Onde é que está o autoritarismo se não envolver uma bela sessão de mocada na esposa depois de um dia extenuante no trabalho a galar as trancas das secretárias?
Onde é que está o autoritarismo se cada vez que a mulher pede (sim, tem de implorar) para ir trabalhar não levar logo dois quencos na testa, e uma biqueirada nos glúteos para ir fazer o jantar e arranjar a roupa dos putos!
Se me querem chamar fascista, não me comparem a amadores, porque toda a gente sabe que no fundo eu sou fruto de uma mistura muito bem conseguida de José Camarinha, Paulo Portas e Pinto da Costa, mas ao contrário deles sou também um ser esbelto!
Revela-te anónimo, diz-me quem és para levares um tau-tau!
Então eu agora sou atacado desta forma cobarde por fontes anónimas, toda a gente sabe que o George w. Bush ao pé de mim é um pobre amador nestas andanças do fascismo, porque a ele nunca ninguém ouviu dizer que dá porrada na mulher, e obriga-a a ficar em casa a tomar conta dos filhos.
Onde é que está o autoritarismo se não envolver uma bela sessão de mocada na esposa depois de um dia extenuante no trabalho a galar as trancas das secretárias?
Onde é que está o autoritarismo se cada vez que a mulher pede (sim, tem de implorar) para ir trabalhar não levar logo dois quencos na testa, e uma biqueirada nos glúteos para ir fazer o jantar e arranjar a roupa dos putos!
Se me querem chamar fascista, não me comparem a amadores, porque toda a gente sabe que no fundo eu sou fruto de uma mistura muito bem conseguida de José Camarinha, Paulo Portas e Pinto da Costa, mas ao contrário deles sou também um ser esbelto!
Revela-te anónimo, diz-me quem és para levares um tau-tau!
Quem corre atrás da galinha??
Está muito interessante o site do Festival Internacional de Benicàssim, em Espanha. Olhem com atenção para o cabeçalho...
sexta-feira, 27 de maio de 2005
Votez NON!
Eu que até me inclinava para o Sim à constituição europeia tenho vindo a desejar que o Não vença em França e que isso obrigue a parar todo este processo! A arrogância com que me dizem que se os povos votarem Não será a sua desgraça, põe em causa qualquer ideia de democracia que possa existir na União Europeia (se é que a UE alguma vez foi democrática...). Além disso, discordo profundamente das teses que dizem que se o Tratado para uma Constituição Europeia for rejeitado isso significará um impasse com consequências imprevisíveis; tal como tudo na vida isso apenas significará que será necessário começar de novo, o que por vezes até pode ser extremamente revigorante!
Notícia de última hora
Através de um fuga de informação extremamente conveniente e após ter recorrido não a uma, não a duas, mas a três fontes anónimas, consegui obter os resultados dos restantes colaboradores do Camarão do Rio, no teste Political Compass. Aqui fica o ficheiro comprometedor, com comentários de uma das fontes anóminas cujo nome não posso revelar (posso no entanto adiantar que se trata de alguém extremamente interessante, inteligente, bonito e charmoso).
quarta-feira, 25 de maio de 2005
A história repete-se?
Em 2002 Durão Barroso ganhou as eleições prometendo um choque fiscal. Quando chegou a primeiro-ministro pediu a Vitor Constâncio para apurar o valor do défice orçamental e no fim disse - Oh pai, oh pai, que o país está de tanga! - Subiu os impostos, disse mal do PS e dois anos depois foi para presidente da Comissão Europeia.
Em 2005 Sócrates ganhou as eleições prometendo que não aumentava os impostos. Agora que chegou a primeiro-ministro pediu a Vitor Constâncio para apurar o valor do défice orçamental e no fim disse - Oh pai, oh pai, que afinal isto está ainda pior do que esperávamos! - Aumentou os impostos e disse mal do PSD. Será que em 2007 vamos ter novo presidente da Comissão Europeia?
Em 2005 Sócrates ganhou as eleições prometendo que não aumentava os impostos. Agora que chegou a primeiro-ministro pediu a Vitor Constâncio para apurar o valor do défice orçamental e no fim disse - Oh pai, oh pai, que afinal isto está ainda pior do que esperávamos! - Aumentou os impostos e disse mal do PSD. Será que em 2007 vamos ter novo presidente da Comissão Europeia?
sexta-feira, 20 de maio de 2005
quinta-feira, 19 de maio de 2005
O meu pé esquerdo...
Respondendo ao desafio do co-camarão Pedro aqui vão os resultados do meu teste:

Resumindo, os gajos dizem que eu sou uma espécie de Gandhi ou Dalai Lama. Pá, careca ainda vá, mas monhé porquê?
Vamos lá a ver em que pé estamos
Pois é, caros co-camarões, suspeito que no fundo dos vossos corações habitem obscuras tendências fascistas, altamente condenáveis! Ou não... mas seja como for, quero lançar a todos (não apenas aos co-camarãoes, mas também ao imenso universo dos nossos leitores) o desafio de realizarem o teste do political compass, que permite identificar o vosso posicionamento político.
A grande vantagem deste inquérito é que para além do binómio esquerda-direita ele introduz uma segunda dimensão, a autoritário-libertário, que procura analisar as posições que cada um tem face a questões ligadas à organização da vida em sociedade, à moral e à religião. O teste demora mais ou menos 5 minutos e o resultado é engraçado.
No respectivo site podem encontrar mais explicações sobre a natureza do political compass, assim como um gráfico onde estão representados alguns dos principais líderes mundiais.
Vá lá, não se inibam! Após várias manobras consegui disponibilizar o resultado do meu teste num ficheiro de word que podem encontrar aqui (não se esqueçam de aceitar que o Word abra o documento). O pontinho vermelho sou eu.
Divirtam-se!
A grande vantagem deste inquérito é que para além do binómio esquerda-direita ele introduz uma segunda dimensão, a autoritário-libertário, que procura analisar as posições que cada um tem face a questões ligadas à organização da vida em sociedade, à moral e à religião. O teste demora mais ou menos 5 minutos e o resultado é engraçado.
No respectivo site podem encontrar mais explicações sobre a natureza do political compass, assim como um gráfico onde estão representados alguns dos principais líderes mundiais.
Vá lá, não se inibam! Após várias manobras consegui disponibilizar o resultado do meu teste num ficheiro de word que podem encontrar aqui (não se esqueçam de aceitar que o Word abra o documento). O pontinho vermelho sou eu.
Divirtam-se!
sábado, 14 de maio de 2005
Camarao do Rio goes international
Nesta noite fatidica, em que estes vandalos tiveram sorte, decidi internacionalizar o nosso maravilhoso blog! Em directo das paisagens deslumbrantes da Escocia, rodeado por esquilos, veados e campos verdes que se estendem ate ao horizonte, aqui vai um abraco para todos voces ai em Portugal! Ate segunda...
PS: desculpem as falhas na pontuacao, mas os teclados destes gajos nao tem acentos! Tambem nao se pode esperar muito de tipos com este aspecto
PS: desculpem as falhas na pontuacao, mas os teclados destes gajos nao tem acentos! Tambem nao se pode esperar muito de tipos com este aspecto
sexta-feira, 13 de maio de 2005
Existencia
Na sequência daquela mania que nós temos de parabenizar as pessoas por elas existirem:
Parabéns Cueca!

Toma lá o bolo, não tinham o modelo que pediste...
Parabéns Cueca!
Toma lá o bolo, não tinham o modelo que pediste...
quarta-feira, 11 de maio de 2005
Abel Pinheiro: 2 alternativas
1. Mudar de nome para Abel Sobreiro;
2. Transformar os Pinheiros em espécies protegidas.
2. Transformar os Pinheiros em espécies protegidas.
terça-feira, 10 de maio de 2005
É como o azeite....
Parece que a verdade começa a vir ao de cima...
Segundo a sic está a anunciar, ex-ministros do CDS, tal como administradores do BES estão sob investigação, devido ao caso que já tinha sido denunciado no Camarão do Rio. Tráfico de influências é um dos crimes em causa.
Afinal haviam bolotas...
Aguardam-se desenvolvimentos!
Segundo a sic está a anunciar, ex-ministros do CDS, tal como administradores do BES estão sob investigação, devido ao caso que já tinha sido denunciado no Camarão do Rio. Tráfico de influências é um dos crimes em causa.
Afinal haviam bolotas...
Aguardam-se desenvolvimentos!
sexta-feira, 6 de maio de 2005
Nunca pensei dizer isto...
Nunca pensei dizer isto, mas o Marques Mendes merece um aplauso por ter retirado o apoio a dois dos barões do partido: Isaltino Morais e Valentim Loureiro!
Agora vamos ver se a montanha não vai parir um rato... Quer dizer, neste caso, tendo em conta as dimensões físicas do senhor, o correcto é dizer: a ver se o rato não vai parir um ratinho ainda mais pequeno!
Agora vamos ver se a montanha não vai parir um rato... Quer dizer, neste caso, tendo em conta as dimensões físicas do senhor, o correcto é dizer: a ver se o rato não vai parir um ratinho ainda mais pequeno!
Uma pergunta para a direcção de informação da RTP
Se eu tiver problemas com a justiça também tenho direito a uma entrevista televisiva, em horário nobre, para me poder defender?
quarta-feira, 4 de maio de 2005
O Camarão do Rio feito pelos seus colaboradores
Depois de dois meses de intensa actividade, interessa fazer um resumo das melhores postas. Como resultado de horas e horas de leitura, passo a citar aquelas que me pareceram as mais brilhantes tiradas da blogosfera:
por João Paulo.
por João Carlos.
Isto sim, é dedicação à causa!
"
"
por João Paulo.
"
"
por João Carlos.
Isto sim, é dedicação à causa!
Olá!
Bom, estão de volta, os sempre mordazes comentários dos meus colegas co-camarões! Pena que para isso tenha sido necessário recorrer a tão baixo golpe, peço perdão pela alusão ao futebol e ao associado poder intelectual dos membros de um dos clubes, mas teve de ser!
De qualquer forma fico feliz por ver que a piada ainda é um bom estimulo a capacidade argumentativa, e mais feliz ainda pela vivacidade e audácia que este pequeno espaço de puro poder cultural e pensativo apresenta!
Pois é estão de volta os camarões sempre prontos a que os descasquem ou lhes chupem a cabeça, afinal todos mantiveram os bigodes de molho, a seca não é assim tão má como dizem.
Só tenho pena, porque assim não vai dar para pedir o subsídio de protecção e apoio aos enfermos camarões e eu que queria tanto um jipe, um telemóvel e um monte no Alentejo.
Bom pode ser que dê para o ano, afinal ainda deve vir por ai um outro fundo de apoio da comunidade europeia, nos os fadistas arranjamos sempre uma cantiga para eles ouvirem não é?
De qualquer forma fico feliz por ver que a piada ainda é um bom estimulo a capacidade argumentativa, e mais feliz ainda pela vivacidade e audácia que este pequeno espaço de puro poder cultural e pensativo apresenta!
Pois é estão de volta os camarões sempre prontos a que os descasquem ou lhes chupem a cabeça, afinal todos mantiveram os bigodes de molho, a seca não é assim tão má como dizem.
Só tenho pena, porque assim não vai dar para pedir o subsídio de protecção e apoio aos enfermos camarões e eu que queria tanto um jipe, um telemóvel e um monte no Alentejo.
Bom pode ser que dê para o ano, afinal ainda deve vir por ai um outro fundo de apoio da comunidade europeia, nos os fadistas arranjamos sempre uma cantiga para eles ouvirem não é?
terça-feira, 3 de maio de 2005
Vamos refrear esse entusiasmo...
Meu caro colega, tanto entusiasmo por uma classificação apresentada por um organismo de estatística?
Correcto e mui louvável esse lugar ocupado na décima sétima posição pelo grémio sportinguista, mas não perde um pouco o significado esse presumível mérito, quando a mesma classificação apresenta em primeiro lugar, vulga melhor equipa do mundo, a formação dos ingleses do Manchester United?
Um olhar mais apurado mostra-nos estes rapazes de Manchester afastados de qualquer uma das finais europeias mais importantes, bem como ocupando a 3ª posição no campeonato inglês (que já não irá conquistar, uma vez que o Chelsea do lusitano Mourinho já se sagrou campeão) a uns queridos 15-quinze-15 pontos(!!) do primeiro classificado!
A minha questão: esta é a melhor equipa do mundo?
A I.F.F.H.S. apresenta os seus resultados numa base mensal e com cálculos feitos através de critérios pré-definidos que podem consultar, se a curiosidade o ditar, no seu site oficial. Temos assim então que este números e estas classificações são mensais.
Meu caro colega, se assim não fosse, como explicar que os ingleses do Newcastle tenham perdido a primeira posição desta classificação? Aliás, o espanto é como terem sido considerados a melhor equipa do mundo!! Eu recordo-lhe aqui os dados: Newcastle - 14º lugar no campeonato inglês, a uma distância de 48-quarenta e oito-48 pontos(!!) do já referido Chelsea!
Era esta a melhor equipa do mundo? Que sentido tem esta classificação?
E se gastássemos o nosso tempinho com outras coisas?
Correcto e mui louvável esse lugar ocupado na décima sétima posição pelo grémio sportinguista, mas não perde um pouco o significado esse presumível mérito, quando a mesma classificação apresenta em primeiro lugar, vulga melhor equipa do mundo, a formação dos ingleses do Manchester United?
Um olhar mais apurado mostra-nos estes rapazes de Manchester afastados de qualquer uma das finais europeias mais importantes, bem como ocupando a 3ª posição no campeonato inglês (que já não irá conquistar, uma vez que o Chelsea do lusitano Mourinho já se sagrou campeão) a uns queridos 15-quinze-15 pontos(!!) do primeiro classificado!
A minha questão: esta é a melhor equipa do mundo?
A I.F.F.H.S. apresenta os seus resultados numa base mensal e com cálculos feitos através de critérios pré-definidos que podem consultar, se a curiosidade o ditar, no seu site oficial. Temos assim então que este números e estas classificações são mensais.
Meu caro colega, se assim não fosse, como explicar que os ingleses do Newcastle tenham perdido a primeira posição desta classificação? Aliás, o espanto é como terem sido considerados a melhor equipa do mundo!! Eu recordo-lhe aqui os dados: Newcastle - 14º lugar no campeonato inglês, a uma distância de 48-quarenta e oito-48 pontos(!!) do já referido Chelsea!
Era esta a melhor equipa do mundo? Que sentido tem esta classificação?
E se gastássemos o nosso tempinho com outras coisas?
Mai nada!
Nada como uns bons insultos, sustentados por preferências clubísticas, para reanimar o fogo que parecia extinto!
Mas para que não fiquem dúvidas sobre quem tem a supremacia, aqui fica esta notícia mais do esclarecedora:
"O Sporting é o 17º melhor clube do mundo, de acordo com o ranking mundial mensal da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS).
o Benfica desceu do 22º para o 23º lugar da classificação. O FC Porto (...) surge apenas na 55ª posição (estava na 47ª)."
MAI NADA!
Mas para que não fiquem dúvidas sobre quem tem a supremacia, aqui fica esta notícia mais do esclarecedora:
"O Sporting é o 17º melhor clube do mundo, de acordo com o ranking mundial mensal da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS).
o Benfica desceu do 22º para o 23º lugar da classificação. O FC Porto (...) surge apenas na 55ª posição (estava na 47ª)."
MAI NADA!
segunda-feira, 2 de maio de 2005
Não havia necessidade...
Pois é... Isto estava a caminhar de uma forma tão saudável, tão equilibrada, tão sagaz e contundente... Esperava, talvez inocentemente, que as coisas não chegassem a este ponto, mas afinal, tínhamos que cair no erro de trazer o insulto clubístico para este blog, não era?
Não havia necessidade, caro co-Camarão... Não lhe ficou nada bem esse tipo de comentário, apesar de lhe perdoar, porque para mim, uma opinião vinda de um elemento cujo coração bate verde ainda vale menos que a opinião vinda de um espanhol...
Não sou nada a favor de clubites...
Não havia necessidade, caro co-Camarão... Não lhe ficou nada bem esse tipo de comentário, apesar de lhe perdoar, porque para mim, uma opinião vinda de um elemento cujo coração bate verde ainda vale menos que a opinião vinda de um espanhol...
Não sou nada a favor de clubites...
sexta-feira, 29 de abril de 2005
Extra, extra!
Noticia de ultima hora!
Seca afecta poder intelectual dos camarões do rio! Á quem diga que os cérebros dos camarões estão a ficar neste momento de tal forma reduzidos que a grande maioria deles se estão a tornar em adeptos do Benfica!
Raras excepções se verificam, o poder criativo de alguns camarões ainda se mantém devido a existência de raros lençóis freáticos que permitem que alguns destes belos e carismáticos seres mantenham os bigodes de molho.
Seca afecta poder intelectual dos camarões do rio! Á quem diga que os cérebros dos camarões estão a ficar neste momento de tal forma reduzidos que a grande maioria deles se estão a tornar em adeptos do Benfica!
Raras excepções se verificam, o poder criativo de alguns camarões ainda se mantém devido a existência de raros lençóis freáticos que permitem que alguns destes belos e carismáticos seres mantenham os bigodes de molho.
quarta-feira, 20 de abril de 2005
Onde estavas, Gabriel Alves?
A multidão aglomerou-se, por entre sons de palmas, cânticos e buzinas, as claques tentavam animar o ambiente e torcer pelos seus preferidos. O resultado final era ansiosamente aguardado por todos, em suspensão, com o nervoso miudinho que caracteriza uma competição deste género...
Será desta? Será desta? Não, mas daqui quase parecia que tinha sido...
E lá vêm mais claques e mais cânticos: Oooh! Ehhh! Oooh! Ehhh! Oooh! Ehhh! Oooh! Oooh! - As buzinas multiplicam-se, bem como as bandeiras e os cartazes com múltiplos dizeres... Isto é uma festa!!
Eis senão quando se torna nítido aquele fumo branco enquanto dobram os sinos do Vaticano! Habemus Papam!!
E onde estavas tu, Gabriel Alves? Onde estavas tu neste momento, para nos relatares este magnífico espectáculo de cor e luz e alegria e verdadeira magia? Mesmo sem a tua presença eu consegui ouvir a tua voz:
"Oh! O Vaticano faz agora entrar Ratzinger, para o lugar de Wojtyla! Vamos ver se consegue dar seguimento à boa prestação do seu companheiro.
Ratzinger, 78 anos, gosta de ser chamado pelos seus colegas por Bento XVI. É alemão e conta já no seu extenso currículo com 2 acidentes vasculares cerebrais. Tornou-se profissional ao mais alto nível pelo Vaticano em 1977 pelas mãos de Paulo VI, que viu nele um futuro brilhante.
É conservador no seu modo de actuar, pelo que vamos ver se conseguirá ambientar-se rapidamente a esta nova realidade, gerida por um modernismo de pensamento e de acção contrários à forma preferida de estar em campo deste alemão..."
Onde estavas, Gabriel Alves?
Será desta? Será desta? Não, mas daqui quase parecia que tinha sido...
E lá vêm mais claques e mais cânticos: Oooh! Ehhh! Oooh! Ehhh! Oooh! Ehhh! Oooh! Oooh! - As buzinas multiplicam-se, bem como as bandeiras e os cartazes com múltiplos dizeres... Isto é uma festa!!
Eis senão quando se torna nítido aquele fumo branco enquanto dobram os sinos do Vaticano! Habemus Papam!!
E onde estavas tu, Gabriel Alves? Onde estavas tu neste momento, para nos relatares este magnífico espectáculo de cor e luz e alegria e verdadeira magia? Mesmo sem a tua presença eu consegui ouvir a tua voz:
"Oh! O Vaticano faz agora entrar Ratzinger, para o lugar de Wojtyla! Vamos ver se consegue dar seguimento à boa prestação do seu companheiro.
Ratzinger, 78 anos, gosta de ser chamado pelos seus colegas por Bento XVI. É alemão e conta já no seu extenso currículo com 2 acidentes vasculares cerebrais. Tornou-se profissional ao mais alto nível pelo Vaticano em 1977 pelas mãos de Paulo VI, que viu nele um futuro brilhante.
É conservador no seu modo de actuar, pelo que vamos ver se conseguirá ambientar-se rapidamente a esta nova realidade, gerida por um modernismo de pensamento e de acção contrários à forma preferida de estar em campo deste alemão..."
Onde estavas, Gabriel Alves?
terça-feira, 19 de abril de 2005
Esti blogui está abençoati!!
Consta que após ter lido o Camarão do Rio, o ex-Ratzinger e actual Bento XVI disse: Habemmus blogum!
segunda-feira, 18 de abril de 2005
Ajuda-nos a nós!
Fidel Castro continua a recusar apoio humanitário da União Europeia argumentando poderosamente que "Quem precisa de um pouco de ajuda humanitária são eles". Toda a gente sabe que só não partem jangadas da Europa em direcção a Cuba todos os dias só porque o vento e as marés não ajudam. Só mesmo o Santana Lopes lá conseguiria chegar...
Aproveitando a embalagem, enalteceu o sistema politico cubano referindo-se a ele como "o mais democrático do mundo", deixando os democratas norte-coreanos à beira de um ataque de nervos.
Aproveitando a embalagem, enalteceu o sistema politico cubano referindo-se a ele como "o mais democrático do mundo", deixando os democratas norte-coreanos à beira de um ataque de nervos.
Eu quero trabalhar para o Jorge!
Passados alguns meses sobre o fim desse momento impar da governação Portuguesa, eis que eles continuam a surpreender.
Principalmente o Jorge Neto, esse verdadeiro apreciador da caracteristica alheia, capaz dos mais brutais elogios que eu já tinha lido.
Para ler e chorar por mais.
Principalmente o Jorge Neto, esse verdadeiro apreciador da caracteristica alheia, capaz dos mais brutais elogios que eu já tinha lido.
Para ler e chorar por mais.
FUJAM!! FUJAM!! VEM AÍ O CONCLAVE!!
Pois é. Foi oficialmente dado início a essa concentração de príncipes de Cristo (a expressão não é minha), de onde irá surgir o nome do futuro Papa. O Príncipe dos príncipes de Cristo...
Todo o mundo anseia por conhecer esse novo nome, essa nova personalidade, esse novo príncipe. O espectáculo está em marcha e todos nós, a bem ou a mal, conscientemente ou não, fomos oficializados como fãs, como seguidores desse culto de personalidades e de príncipes. Para mim estes são os Príncipes das Trevas.
Identifico no Vaticano um dos meus ódios pessoais e nos seus representantes a origem de um profundo mal estar e de uma consciência muito próxima daquela capaz de criar assassinos em série e outros praticantes de actos menos convenientes para a sociedade em que vivemos. É por esta razão que aponto o meu dedo a toda esta farsa, este Conclave, e aponto-o também para todos aqueles farsantes hipócritas que usam roupas femininas, mas não abrem as portas do sacerdócio às mulheres, que usam títulos como Cardeais e Bispos, representantes de Cristo na Terra. Os ministros de Deus. Os farsantes.
A opulência do Vaticano e todo o seu esplendor forçam-me a sentir-me enojado com todas aquelas personagens, com todo aquele ar quente que é soprado na face dos crentes, que descontentes com a presença de Deus no seu próprio coração, necessitam projectar as suas esperanças em homens que lhes dizem ser um canal directo com o próprio Criador. Pois sim...
O funeral do padre polaco que agora irá ser sucedido foi para mim como um espectáculo rock, uma encenação digna de nomes como Alice Cooper, King Diamond ou Marilyn Manson, sendo que a única diferença é o facto de que qualquer um destes artistas é abominado pela Igreja e sua música considerada satânica, quando aquilo é apenas rock. Apenas entretenimento. Tal como a Igreja, o Vaticano e os seus Bispos e Cardeais.
“Faz o que eu digo, não faças o que faço”. Desconheço a origem deste dizer, mas sei que é a Lei de Bases para o Vaticano. Os Embaixadores de Cristo na Terra, que pregam a bondade, a caridade e o altruísmo, mas que têm em sua posse uma fortuna de valores incalculáveis, capaz de mitigar muito do sofrimento humano actual, resolvem então que são necessárias 3 novíssimas urnas de prata e bronze, talvez para que a eleição do novo Papa corra melhor.
Permitam-me que considere isto um verdadeiro nojo. Um desperdício.
Todo o mundo anseia por conhecer esse novo nome, essa nova personalidade, esse novo príncipe. O espectáculo está em marcha e todos nós, a bem ou a mal, conscientemente ou não, fomos oficializados como fãs, como seguidores desse culto de personalidades e de príncipes. Para mim estes são os Príncipes das Trevas.
Identifico no Vaticano um dos meus ódios pessoais e nos seus representantes a origem de um profundo mal estar e de uma consciência muito próxima daquela capaz de criar assassinos em série e outros praticantes de actos menos convenientes para a sociedade em que vivemos. É por esta razão que aponto o meu dedo a toda esta farsa, este Conclave, e aponto-o também para todos aqueles farsantes hipócritas que usam roupas femininas, mas não abrem as portas do sacerdócio às mulheres, que usam títulos como Cardeais e Bispos, representantes de Cristo na Terra. Os ministros de Deus. Os farsantes.
A opulência do Vaticano e todo o seu esplendor forçam-me a sentir-me enojado com todas aquelas personagens, com todo aquele ar quente que é soprado na face dos crentes, que descontentes com a presença de Deus no seu próprio coração, necessitam projectar as suas esperanças em homens que lhes dizem ser um canal directo com o próprio Criador. Pois sim...
O funeral do padre polaco que agora irá ser sucedido foi para mim como um espectáculo rock, uma encenação digna de nomes como Alice Cooper, King Diamond ou Marilyn Manson, sendo que a única diferença é o facto de que qualquer um destes artistas é abominado pela Igreja e sua música considerada satânica, quando aquilo é apenas rock. Apenas entretenimento. Tal como a Igreja, o Vaticano e os seus Bispos e Cardeais.
“Faz o que eu digo, não faças o que faço”. Desconheço a origem deste dizer, mas sei que é a Lei de Bases para o Vaticano. Os Embaixadores de Cristo na Terra, que pregam a bondade, a caridade e o altruísmo, mas que têm em sua posse uma fortuna de valores incalculáveis, capaz de mitigar muito do sofrimento humano actual, resolvem então que são necessárias 3 novíssimas urnas de prata e bronze, talvez para que a eleição do novo Papa corra melhor.
Permitam-me que considere isto um verdadeiro nojo. Um desperdício.
Portugal: esse antro de bombistas!!
Hoje ouvi novamente esta associação num noticiário (abençoada TVI e a sua propensão para a tragédia, para o drama e para o alarmismo) e um clique fez-se na minha cabeça:
É só impressão minha ou todos os explosivos encontrados e apreendidos agora em Portugal são semelhantes aos utilizados nos atentados de Madrid (11 de Março 2004)?
Parece que sim. Deve ser aquela mania esquisita que os explosivos têm de rebentar com tudo à sua volta quando são detonados... Digo eu, que não sou especialista como aqueles tipos da polícia de Viseu que tinham um laboratório para desactivar explosivos paredes meias com um quarto de dormir...
Dá-me a sensação que até aqueles explosivos que são apreendidos nas oficinas de pirotecnia que produzem foguetes para as festividades populares desse grande Portugal são "semelhantes aos utilizados nos atentados de Madrid", vá-se lá saber porquê... Será pela sua tendência para explodir?
É só impressão minha ou todos os explosivos encontrados e apreendidos agora em Portugal são semelhantes aos utilizados nos atentados de Madrid (11 de Março 2004)?
Parece que sim. Deve ser aquela mania esquisita que os explosivos têm de rebentar com tudo à sua volta quando são detonados... Digo eu, que não sou especialista como aqueles tipos da polícia de Viseu que tinham um laboratório para desactivar explosivos paredes meias com um quarto de dormir...
Dá-me a sensação que até aqueles explosivos que são apreendidos nas oficinas de pirotecnia que produzem foguetes para as festividades populares desse grande Portugal são "semelhantes aos utilizados nos atentados de Madrid", vá-se lá saber porquê... Será pela sua tendência para explodir?
quinta-feira, 14 de abril de 2005
E agora para algo completamente diferente!
Para aligeirar o ambiente, mantendo no entanto um tom sério, recomendo este jogo de computador criado pelas Nações Unidas, que tem como objectivo alertar as crianças para a fome no mundo e para o trabalho desenvolvido por esta organização. Uma vez que a maioria dos nossos leitores situam-se na faixa etária dos 2 aos 6 anos, julguei que poderia interessar-vos.
Se quiserem saber mais, podem ainda ler esta notícia sobre o assunto.
Se quiserem saber mais, podem ainda ler esta notícia sobre o assunto.
terça-feira, 12 de abril de 2005
Coincidências....
No passado sábado fui surpreendida por uma "pequenita" notícia que figurava na primeira página do caderno principal do jornal Expresso. De acordo com a notícia, Luís Filipe Pereira, ex-ministro da saúde, irá voltar a trabalhar para o Grupo Mello, reassumindo funções de administrador na empresa Adubos de Portugal. Importa notar que até esta data não tive conhecimento de qualquer notícia que desminta a anteriormente referida! Pelo exposto anteriormente um comentário urge: depois do imenso esforço para diluir os inegáveis "laços" com o Grupo em causa, surge o destino com as suas partidas! Coincidências....
sábado, 9 de abril de 2005
A propósito do unanimismo dos media
Após uma aturada discussão com o co-camarão Marujo, decidi concluir o raciocínio iniciado no post anterior, desta vez incidindo directamente sobre o porquê deste unanimismo mediático em torno do Papa. Para tal acho que será importante recorrer à sociologia da comunicação, abordando de forma muito superficial a forma como a produção de notícias tem sido vista ao longo dos tempos. Desde já aconselho a quem quiser a leitura destes dois livros sobre o tema: Os jornalistas e as notícias; O discurso do jornal.
Aquando do aparecimento dos primeiros jornais comerciais no século XIX, os jornalistas da altura afirmavam que a imprensa era o espelho do mundo. Com isto pretendiam dizer que aquilo que se escrevia nos jornais era por e simplesmente o reflexo do que acontecia na realidade e nada mais. No entanto, rapidamente se tornou claro a quem se debruçava sobre este assunto que esta relação não era tão linear como queriam que fosse.
Alguns anos mais tarde, já no século XX, os primeiros teóricos das ciências da comunicação criaram o conceito de gatekeeping, como forma de explicar o que tinham observado nas redacções. Na opinião destes académicos o jornalista funcionava como uma espécie de guarda do portão, que apenas deixava passar para o jornal a informação que lhe interessa.
No entanto, mais uma vez se percebeu que este tipo de explicação simplista não permitia entender a complexidade que envolve a produção de notícias. Surgiu então, já na segunda metade do século XX, o conceito de newsmaking, segundo o qual a produção de uma notícia envolve uma série de factores, que todos juntos, influenciam o produto final. Entre estes factores contam-se as questões logísticas e burocráticas, a lógica organizacional, a falta de tempo, a necessidade de tornar a notícia vendível e, principalmente, o quadro de referências e de valores do próprio jornalista, que naturalmente influenciam a forma como este interpreta a realidade.
Estes factores, especialmente o factor tempo, que tem vindo a impôr-se aos outros devido à lógica dos directos e da informação ao minuto, têm como consequência que na maior parte das vezes os jornalistas não conseguem dispensar às notícias que escrevem, o tempo e a reflexão necessárias à produção de boas notícias. Esta falta de tempo leva-os a recorrer em demasia à informação de agências noticiosas e de organismos oficiais e a confiar em fontes cujas motivações são por vezes pouco correctas.
Daí que no momento em que toda a gente diz bem do Papa seja mais fácil simplesmente entrar na onda e reproduzir as mesmas ideias e as mesmas palavras, chamar os comentadores que já se sabe que aparecem de bom grado e não fazer muitas ondas, o que obrigaria a puxar pela cabeça numa altura em que não há tempo para tal, tal é a torrente de acontecimentos que supostamente é preciso cobrir.
Aquando do aparecimento dos primeiros jornais comerciais no século XIX, os jornalistas da altura afirmavam que a imprensa era o espelho do mundo. Com isto pretendiam dizer que aquilo que se escrevia nos jornais era por e simplesmente o reflexo do que acontecia na realidade e nada mais. No entanto, rapidamente se tornou claro a quem se debruçava sobre este assunto que esta relação não era tão linear como queriam que fosse.
Alguns anos mais tarde, já no século XX, os primeiros teóricos das ciências da comunicação criaram o conceito de gatekeeping, como forma de explicar o que tinham observado nas redacções. Na opinião destes académicos o jornalista funcionava como uma espécie de guarda do portão, que apenas deixava passar para o jornal a informação que lhe interessa.
No entanto, mais uma vez se percebeu que este tipo de explicação simplista não permitia entender a complexidade que envolve a produção de notícias. Surgiu então, já na segunda metade do século XX, o conceito de newsmaking, segundo o qual a produção de uma notícia envolve uma série de factores, que todos juntos, influenciam o produto final. Entre estes factores contam-se as questões logísticas e burocráticas, a lógica organizacional, a falta de tempo, a necessidade de tornar a notícia vendível e, principalmente, o quadro de referências e de valores do próprio jornalista, que naturalmente influenciam a forma como este interpreta a realidade.
Estes factores, especialmente o factor tempo, que tem vindo a impôr-se aos outros devido à lógica dos directos e da informação ao minuto, têm como consequência que na maior parte das vezes os jornalistas não conseguem dispensar às notícias que escrevem, o tempo e a reflexão necessárias à produção de boas notícias. Esta falta de tempo leva-os a recorrer em demasia à informação de agências noticiosas e de organismos oficiais e a confiar em fontes cujas motivações são por vezes pouco correctas.
Daí que no momento em que toda a gente diz bem do Papa seja mais fácil simplesmente entrar na onda e reproduzir as mesmas ideias e as mesmas palavras, chamar os comentadores que já se sabe que aparecem de bom grado e não fazer muitas ondas, o que obrigaria a puxar pela cabeça numa altura em que não há tempo para tal, tal é a torrente de acontecimentos que supostamente é preciso cobrir.
sexta-feira, 8 de abril de 2005
Sem oposição?
Mas que raio de unanimidade é esta que se gerou em torno do Papa? Mas será que não há vozes discordantes, ou apenas não se manifestam por uma questão de pudor? Será que os directores de informação acham que agora «fica mal» discordar daquilo que foi o legado de Karol Woytila?
O homem que se opôs firmemente à utilização do preservativo, apesar do avançar galopante da SIDA em alguns países católicos, que se recusou a conceder às mulheres mais poder, mesmo havendo pessoas na Igreja que se inclinavam nesse sentido, que se recusou a aceitar a homossexualidade como uma escolha e que condenou e contribuiu para a destruição da Teologia da Libertação na América do sul, que era na altura um dos principais movimentos contra as ditaduras latino-americanas. Este mesmo Papa é aquele que agora ninguém põe em causa, nem que seja um milímetro!
Bem sei que deu alguns contributos importantes, especialmente no que diz respeito à promoção do diálogo entre as religiões e, mais recentemente, à sua oposição à guerra no Iraque, mas seja como for, este unanimismo é tudo menos saudável para a nossa frágil democracia!
O homem que se opôs firmemente à utilização do preservativo, apesar do avançar galopante da SIDA em alguns países católicos, que se recusou a conceder às mulheres mais poder, mesmo havendo pessoas na Igreja que se inclinavam nesse sentido, que se recusou a aceitar a homossexualidade como uma escolha e que condenou e contribuiu para a destruição da Teologia da Libertação na América do sul, que era na altura um dos principais movimentos contra as ditaduras latino-americanas. Este mesmo Papa é aquele que agora ninguém põe em causa, nem que seja um milímetro!
Bem sei que deu alguns contributos importantes, especialmente no que diz respeito à promoção do diálogo entre as religiões e, mais recentemente, à sua oposição à guerra no Iraque, mas seja como for, este unanimismo é tudo menos saudável para a nossa frágil democracia!
terça-feira, 5 de abril de 2005
Gosto mesmo deste filme: “Inherit the wind” (1960 e 1999)
Ontem vi um grande filme. Aliás, vi um grande remake de um grande filme. Infelizmente, o canal de televisão que o transmitiu não o considera, uma vez que me obrigou a estar acordado até perto das 3 e meia da madrugada, durante um dia de semana, para ver um bom filme.
Não conheço o critério de escolha deste tipo de programação, apesar de o compreender até certo ponto. O horário nobre não está compatibilizado com conteúdos que nos obriguem a pensar. Daí as novelas, concursos apresentados por profissionais de talento duvidoso (aqueles que me dizem que esse tal de Malato tem talento para apresentar seja o que for na televisão, andam a tentar enfiar-me o barrete), filmes de fácil digestão (com uma ou outra excepção), tudo coisas escolhidas para que não cansemos muito a nossa cabecinha e possamos dormir descansados, uma vez que amanhã volta a ser dia de trabalho e de ocuparmos o nosso lugar na “linha de produção” para que o patrão fique contente... E mais abonado...
“Inherit the wind”, no seu título original, não é um filme de fácil digestão, apesar da sua compreensão ser relativamente acessível. Durante aproximadamente duas horas, é destilado perante nós um julgamento que decorre numa qualquer cidade sulista norte-americana durante meados dos anos 20, onde um jovem professor é acusado pelos fanáticos religiosos residentes de estar a tentar corromper a mente dos jovens e restantes cidadãos com supostas mentiras e idéias contrárias às palavras da Bíblia, tudo isto porque este professor resolveu cometer a heresia de falar aos seus alunos acerca dos estudos evolucionistas de Charles Darwin.
A história desenvolve-se assim naquilo a que se pode intitular um duelo entre os Agnósticos, defensores do jovem professor, e Fundamentalistas, que exigiam uma pena exemplar para este herético; focando as dúvidas e problemas teológicos das duas correntes de pensamento/crença.
O que torna este filme ainda mais interessante é o facto de sabermos que esta história é baseada em factos verídicos, ocorridos durante o ano de 1925. Condenar o ensino da evolução. Em pleno século XX. Mais nada!
Tive a sorte de já anteriormente ter assistido à versão original deste filme, realizada em 1960 por Stanley Kramer e com as magníficas interpretações de Spencer Tracy, Fredric March e Gene Kelly.
Agora sinto-me obrigado a aconselhar-vos a ver as duas versões uma vez que a que me foi dada a oportunidade de assistir na madrugada de ontem, é em si, coroada por excelentes desempenhos de ilustres como Jack Lemmon, George C. Scott (ao que sei, este foi o último filme em que participou antes de falecer), Beau Bridges, John Cullum e David Wells, entre outros. Esta versão mais recente é da responsabilidade de Daniel Petrie e foi realizada em 1999.
O argumento continua a cativar, uma vez que os diálogos são muito ricos em combustível para essa eterna discussão do Homem acerca da existência ou não do seu supostos Criador. Se acreditar, como acreditar e porquê acreditar? Mas outros aspectos são também abordados naqueles excelentes textos, contando que sejam lidas todas as entrelinhas, como a solidão, a grandeza, a humildade, a cegueira e o poder que nos é concedido a todos de alcançarmos a liberdade total através do nosso pensamento e do nosso almejado livre arbítrio.
Gosto mesmo deste filme e não tenho qualquer receio em aconselhá-lo a quem goste de excelente cinema ou mesmo a quem tenha problemas em aceitar e compreender idéias diferentes das suas.
Não conheço o critério de escolha deste tipo de programação, apesar de o compreender até certo ponto. O horário nobre não está compatibilizado com conteúdos que nos obriguem a pensar. Daí as novelas, concursos apresentados por profissionais de talento duvidoso (aqueles que me dizem que esse tal de Malato tem talento para apresentar seja o que for na televisão, andam a tentar enfiar-me o barrete), filmes de fácil digestão (com uma ou outra excepção), tudo coisas escolhidas para que não cansemos muito a nossa cabecinha e possamos dormir descansados, uma vez que amanhã volta a ser dia de trabalho e de ocuparmos o nosso lugar na “linha de produção” para que o patrão fique contente... E mais abonado...
“Inherit the wind”, no seu título original, não é um filme de fácil digestão, apesar da sua compreensão ser relativamente acessível. Durante aproximadamente duas horas, é destilado perante nós um julgamento que decorre numa qualquer cidade sulista norte-americana durante meados dos anos 20, onde um jovem professor é acusado pelos fanáticos religiosos residentes de estar a tentar corromper a mente dos jovens e restantes cidadãos com supostas mentiras e idéias contrárias às palavras da Bíblia, tudo isto porque este professor resolveu cometer a heresia de falar aos seus alunos acerca dos estudos evolucionistas de Charles Darwin.
A história desenvolve-se assim naquilo a que se pode intitular um duelo entre os Agnósticos, defensores do jovem professor, e Fundamentalistas, que exigiam uma pena exemplar para este herético; focando as dúvidas e problemas teológicos das duas correntes de pensamento/crença.
O que torna este filme ainda mais interessante é o facto de sabermos que esta história é baseada em factos verídicos, ocorridos durante o ano de 1925. Condenar o ensino da evolução. Em pleno século XX. Mais nada!
Tive a sorte de já anteriormente ter assistido à versão original deste filme, realizada em 1960 por Stanley Kramer e com as magníficas interpretações de Spencer Tracy, Fredric March e Gene Kelly.
Agora sinto-me obrigado a aconselhar-vos a ver as duas versões uma vez que a que me foi dada a oportunidade de assistir na madrugada de ontem, é em si, coroada por excelentes desempenhos de ilustres como Jack Lemmon, George C. Scott (ao que sei, este foi o último filme em que participou antes de falecer), Beau Bridges, John Cullum e David Wells, entre outros. Esta versão mais recente é da responsabilidade de Daniel Petrie e foi realizada em 1999.
O argumento continua a cativar, uma vez que os diálogos são muito ricos em combustível para essa eterna discussão do Homem acerca da existência ou não do seu supostos Criador. Se acreditar, como acreditar e porquê acreditar? Mas outros aspectos são também abordados naqueles excelentes textos, contando que sejam lidas todas as entrelinhas, como a solidão, a grandeza, a humildade, a cegueira e o poder que nos é concedido a todos de alcançarmos a liberdade total através do nosso pensamento e do nosso almejado livre arbítrio.
Gosto mesmo deste filme e não tenho qualquer receio em aconselhá-lo a quem goste de excelente cinema ou mesmo a quem tenha problemas em aceitar e compreender idéias diferentes das suas.
segunda-feira, 4 de abril de 2005
Era uma vez uma estranha sociedade...
E de repente dou comigo quase num dos mais puros e irracionais descontrolos emocionais que caracterizam a espécie humana que de tanta repreensão cultural é levada a deixar de poder sentir pois não é politicamente correcto!
E isto porquê? Frequentando, como estou a U.B.I (Universidade da Beira Interior) dou comigo numa sala rodeado por quarenta a cinquenta colegas de curso, envolvido num momento de avaliação (defesa de Projecto), onde foi previamente estabelecido que iria ser avaliado por três elementos docentes que constituiriam um júri de avaliação, dois docentes do departamento de Ciências do Desporto e um docente de Economia.
Ao iniciar o processo (apresentação oral de cinco minutos, com um momento de refutação do júri do mesmo tempo) deparo-me com a ausência do chamado elemento neutro que seria o professor de Economia pois este é certamente o que menos conhece a realidade vigente dentro do departamento de Ciências do Desporto, o que significa que fui avaliado por dois docentes que bem me conhecem com as respectivas vantagens e desvantagens que isto acata, só me irrita pelo puro incumprimento das condições definidas para o processo de avaliação.
Mas eis que começa a verdadeira história…
Nos já alguns anos que tenho de frequência deste curso sempre me deparei com a mesma a realidade, o elevado grau de conhecimento docente \ aluno, muito vantajoso por sinal (pelo menos assim o diz a convenção de Bolonha) que tem como simples indicador o facto de qualquer docente deste departamento saber o nome dos alunos que o frequentam, até aqui tudo bem.
Não fosse o grau de sordidez que esta relação criou, com os respectivos favorecimentos de alunos dissimulados que com base em critérios de pura e obscura bajulação enganam os docentes e fingem-se interessados e estudiosos, e os docentes que preferem ter alunos que fingem que estudam, do que perder tempo a estimular os que realmente se interessam para que trabalhem mais, é fácil e tentador ser-se idolatrado!
Pois que nas defesas dos projectos deparo-me com afirmações quase absurdas por parte da presidente do júri como passo a citar, “ eu sou um pouco suspeita para avaliar este projecto, pois estou muito envolvida com ele porque me interessa como cidadã”, seguido duma tentativa de tentar remediar o absurdo que tinha dito “ como me interesso com todos os projectos que me tragam”. Nesta altura já eu ouvia um daqueles risos maléficos que se ouviam nos filmes de terror dos anos sessenta (HAHAHAHAHAHAHAHAH) e me imaginava com uma AK47 a encher aquela cabeça de balas, até que um dos meus colegas é completamente humilhado e comparado a um vendedor de banha da cobra, e eu dou por mim no meu momento de refutação a fazerem-me perguntas sobre matérias sobre as quais o próprio júri não me sabe dar respostas, é no mínimo vergonhoso!
Permitam-me fazer aquilo que eu como futuro cientista e investigador menos gosto de fazer, mas tentem pelo menos compreender o cenário, uma correlação directa de informação ou um transfere de uma situação especifica para uma generalização, pensem no que acontece á nossa volta todos os dias, aos nossos pais, aos nossos amigos a nos e a quem nos rodeia e pensem bem se não conseguem encontrar pelo menos uma situação semelhante á que me aconteceu.
É este o estado da nossa sociedade? A bajulação é primordial e as competências são encaradas de uma forma secundária e quase desnecessárias para exercer qualquer tipo de função? Todos nós não presenciamos já, um caso onde o puro engano é já parte do processo? É ou não corrente que exista incumprimento de todas as condições previamente estabelecidas para o desenrolar de qualquer coisa e mesmo assim ela aconteça? Somos nós assim ou não? Tenho o direito de gritar ou não? É que já chega! Caros leitores e amigos co-camarões, não se assustem não consegui comprar a AK47 em lado nenhum (nem sequer procurei), mas escrevo este texto e garanto-vos que já larguei umas quantas bombas químicas naturais dentro daquele departamento! E acho que vou perder tempo a elaborar um maléfico e tenebroso plano de vingança para tudo isto, mas com certeza que quando chegar a altura provavelmente vou estar demasiado ocupado para o cumprir, por isso aceitam-se ideias! Obrigado.
E isto porquê? Frequentando, como estou a U.B.I (Universidade da Beira Interior) dou comigo numa sala rodeado por quarenta a cinquenta colegas de curso, envolvido num momento de avaliação (defesa de Projecto), onde foi previamente estabelecido que iria ser avaliado por três elementos docentes que constituiriam um júri de avaliação, dois docentes do departamento de Ciências do Desporto e um docente de Economia.
Ao iniciar o processo (apresentação oral de cinco minutos, com um momento de refutação do júri do mesmo tempo) deparo-me com a ausência do chamado elemento neutro que seria o professor de Economia pois este é certamente o que menos conhece a realidade vigente dentro do departamento de Ciências do Desporto, o que significa que fui avaliado por dois docentes que bem me conhecem com as respectivas vantagens e desvantagens que isto acata, só me irrita pelo puro incumprimento das condições definidas para o processo de avaliação.
Mas eis que começa a verdadeira história…
Nos já alguns anos que tenho de frequência deste curso sempre me deparei com a mesma a realidade, o elevado grau de conhecimento docente \ aluno, muito vantajoso por sinal (pelo menos assim o diz a convenção de Bolonha) que tem como simples indicador o facto de qualquer docente deste departamento saber o nome dos alunos que o frequentam, até aqui tudo bem.
Não fosse o grau de sordidez que esta relação criou, com os respectivos favorecimentos de alunos dissimulados que com base em critérios de pura e obscura bajulação enganam os docentes e fingem-se interessados e estudiosos, e os docentes que preferem ter alunos que fingem que estudam, do que perder tempo a estimular os que realmente se interessam para que trabalhem mais, é fácil e tentador ser-se idolatrado!
Pois que nas defesas dos projectos deparo-me com afirmações quase absurdas por parte da presidente do júri como passo a citar, “ eu sou um pouco suspeita para avaliar este projecto, pois estou muito envolvida com ele porque me interessa como cidadã”, seguido duma tentativa de tentar remediar o absurdo que tinha dito “ como me interesso com todos os projectos que me tragam”. Nesta altura já eu ouvia um daqueles risos maléficos que se ouviam nos filmes de terror dos anos sessenta (HAHAHAHAHAHAHAHAH) e me imaginava com uma AK47 a encher aquela cabeça de balas, até que um dos meus colegas é completamente humilhado e comparado a um vendedor de banha da cobra, e eu dou por mim no meu momento de refutação a fazerem-me perguntas sobre matérias sobre as quais o próprio júri não me sabe dar respostas, é no mínimo vergonhoso!
Permitam-me fazer aquilo que eu como futuro cientista e investigador menos gosto de fazer, mas tentem pelo menos compreender o cenário, uma correlação directa de informação ou um transfere de uma situação especifica para uma generalização, pensem no que acontece á nossa volta todos os dias, aos nossos pais, aos nossos amigos a nos e a quem nos rodeia e pensem bem se não conseguem encontrar pelo menos uma situação semelhante á que me aconteceu.
É este o estado da nossa sociedade? A bajulação é primordial e as competências são encaradas de uma forma secundária e quase desnecessárias para exercer qualquer tipo de função? Todos nós não presenciamos já, um caso onde o puro engano é já parte do processo? É ou não corrente que exista incumprimento de todas as condições previamente estabelecidas para o desenrolar de qualquer coisa e mesmo assim ela aconteça? Somos nós assim ou não? Tenho o direito de gritar ou não? É que já chega! Caros leitores e amigos co-camarões, não se assustem não consegui comprar a AK47 em lado nenhum (nem sequer procurei), mas escrevo este texto e garanto-vos que já larguei umas quantas bombas químicas naturais dentro daquele departamento! E acho que vou perder tempo a elaborar um maléfico e tenebroso plano de vingança para tudo isto, mas com certeza que quando chegar a altura provavelmente vou estar demasiado ocupado para o cumprir, por isso aceitam-se ideias! Obrigado.
sábado, 2 de abril de 2005
Casa da Música
Tenho estado a adiar esta edição da casa da música, porque queria colocar neste post um cuidado especial. Mas depois pensei: «Se nem sequer sabes escrever, o que é que poderás dizer de relevante sobre os Radiohead, que as outras pessoas não possam também depreender automaticamente?»
Decidi então apenas deixar uma nota de destaque para uma das minhas bandas de eleição. Neste caso não irei destacar os álbuns de que gosto mais, porque na verdade seria mais fácil dizer qual o que gosto menos: por razões que considero relativamente consensuais, o Pablo Honey (primeiro álbum) é provavelmente o menos conseguido. A partir daí foi sempre em ascendente e os Radiohead nunca mais saíram da linha da frente da música pop mundial.
Deixo apenas uma lista dos álbuns que já tenho, deixando para a posteridade a nomeação de outras gravações que estou neste momento a obter.
Pablo Honey
The bends
OK Computer
Kill All (versões de músicas dos álbuns anteriores e algums não editadas)
Kid A
Amnesiac
It might be wrong (live recordings)
Hail to the thiefs
Mais umas músicas e versões que encontrei no espaço virtual e que conseguem espantosamente manter sempre um elevado padrão de qualidade. A ouvir!
Decidi então apenas deixar uma nota de destaque para uma das minhas bandas de eleição. Neste caso não irei destacar os álbuns de que gosto mais, porque na verdade seria mais fácil dizer qual o que gosto menos: por razões que considero relativamente consensuais, o Pablo Honey (primeiro álbum) é provavelmente o menos conseguido. A partir daí foi sempre em ascendente e os Radiohead nunca mais saíram da linha da frente da música pop mundial.
Deixo apenas uma lista dos álbuns que já tenho, deixando para a posteridade a nomeação de outras gravações que estou neste momento a obter.
Pablo Honey
The bends
OK Computer
Kill All (versões de músicas dos álbuns anteriores e algums não editadas)
Kid A
Amnesiac
It might be wrong (live recordings)
Hail to the thiefs
Mais umas músicas e versões que encontrei no espaço virtual e que conseguem espantosamente manter sempre um elevado padrão de qualidade. A ouvir!
Sobrevivência?!?!
Bem sei que um tipo tem que ter confiança em si próprio e que tem que batalhar por aquilo em que acredita! Mas há pessoas que parecem não ter o sentido do ridículo...
(Adenda: Pronto, lá teve o homem um acesso de sobriedade e agora tenho que vir retratar-me perante a multidão que lê o Camarão do Rio. Afinal ele considera que há «lições na vida que devem ser extraídas». Ainda bem para nós, digo eu!)
(Adenda: Pronto, lá teve o homem um acesso de sobriedade e agora tenho que vir retratar-me perante a multidão que lê o Camarão do Rio. Afinal ele considera que há «lições na vida que devem ser extraídas». Ainda bem para nós, digo eu!)
sexta-feira, 1 de abril de 2005
Casa da leitura
Para aliviar o ambiente, aí vem uma sugestão de leitura para o fim-de-semana. Desta feita com mais um dos meus autores favoritos: Mário de Carvalho.
Nos livros de Mário de Carvalho julgo poderem destacar-se a qualidade da sua escrita, a ironia com que «arrasa» as suas personagens, e a recriação histórica alcançada nos casos em que a trama remonta aos tempos do Império Romano (como acontece nos dois primeiro livros referidos em baixo).
Aqui ficam mais uma vez os livros que conheço do autor, apresentados por ordem cronológica de leitura.
Um Deus passeando pela brisa da tarde
Quatrocentos mil sestércios seguido de O Conde Jano (contos)
Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto
Fantasia para dois coronéis e uma piscina
Nos livros de Mário de Carvalho julgo poderem destacar-se a qualidade da sua escrita, a ironia com que «arrasa» as suas personagens, e a recriação histórica alcançada nos casos em que a trama remonta aos tempos do Império Romano (como acontece nos dois primeiro livros referidos em baixo).
Aqui ficam mais uma vez os livros que conheço do autor, apresentados por ordem cronológica de leitura.
Ao cuidado do leitor «cota»
Gostaria de ter respondido directamente no espaço dedicado aos comentários, mas por motivos que me ultrapassam, não consegui ter acesso à janela que me permitiria comentar a observação do leitor identificado como «cota».
E quero responder porque concordo plenamento consigo! Ainda que por vezes apeteça desabafar sobre algumas anormalidades portuguesas, acho que nunca nos devemos esquecer de pelo menos três coisas, em relação a Portugal:
1ª Apesar de todos os erros, Portugal evoluiu nos últimos 30 anos a uma velocidade brutal! Nós podemos não ter consciência disso, mas basta pensar que quando foram realizados os censos de 1971, 30% da população portuguesa era analfabeta! Se tivermos em conta que a maior parte dos países europeus reduziu o analfabetismo a taxas residuais até ao final do século XIX, ou seja, até 1900, podemos ter um pequeno vislumbre do nosso atraso, aquando da instauração da democracia. Mas poderíamos ainda ter em conta outros dados, como a mortalidade infantil, o número de escolas, o PIB per capita, os cuidados de saúde e todos eles nos permitem compreender o quanto estavamos atrasados e o quando avançámos nos últimos anos.
2ª Por muito que os portugueses (nos quais, obviamente, me incluo) gostem de dizer mal do seu país, Portugal é um país desenvolvido! De acordo com todos os padrões, desde os indicadores de riqueza da OCDE até ao Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, Portugal encontra-se pelo menos, entre os 30 países do mundo onde se vive melhor. Se tivermos em conta que há cerca de 180 países no mundo, percebemos que somos de facto privilegiados.
3ª A solução de Portugal não está apenas num bom Primeiro-ministro, ou num bom ministro da finanças, ou em melhores patrões, ou numa melhor função pública. Está numa mudança de atitude de todos nós, que deveremos ser mais afirmativos, mais acutilantes, mais organizados, mais inovadores; e tudo isto não apenas no domínio da economia, mas também no que diz respeito ao funcionamento do associativismo e dos organismos públicos, às relações inter-pessoais, à produção e consumo culturais, à organização do território e a tudo o resto que considerarem importante (sem esquecer o desporto, assunto já referido pelo co-camarão Sérgio).
Portanto «cota», concordo totalmente consigo e espero poder contribuir com a minha quota-parte para a melhoria da qualidade de vida em Portugal.
E quero responder porque concordo plenamento consigo! Ainda que por vezes apeteça desabafar sobre algumas anormalidades portuguesas, acho que nunca nos devemos esquecer de pelo menos três coisas, em relação a Portugal:
1ª Apesar de todos os erros, Portugal evoluiu nos últimos 30 anos a uma velocidade brutal! Nós podemos não ter consciência disso, mas basta pensar que quando foram realizados os censos de 1971, 30% da população portuguesa era analfabeta! Se tivermos em conta que a maior parte dos países europeus reduziu o analfabetismo a taxas residuais até ao final do século XIX, ou seja, até 1900, podemos ter um pequeno vislumbre do nosso atraso, aquando da instauração da democracia. Mas poderíamos ainda ter em conta outros dados, como a mortalidade infantil, o número de escolas, o PIB per capita, os cuidados de saúde e todos eles nos permitem compreender o quanto estavamos atrasados e o quando avançámos nos últimos anos.
2ª Por muito que os portugueses (nos quais, obviamente, me incluo) gostem de dizer mal do seu país, Portugal é um país desenvolvido! De acordo com todos os padrões, desde os indicadores de riqueza da OCDE até ao Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, Portugal encontra-se pelo menos, entre os 30 países do mundo onde se vive melhor. Se tivermos em conta que há cerca de 180 países no mundo, percebemos que somos de facto privilegiados.
3ª A solução de Portugal não está apenas num bom Primeiro-ministro, ou num bom ministro da finanças, ou em melhores patrões, ou numa melhor função pública. Está numa mudança de atitude de todos nós, que deveremos ser mais afirmativos, mais acutilantes, mais organizados, mais inovadores; e tudo isto não apenas no domínio da economia, mas também no que diz respeito ao funcionamento do associativismo e dos organismos públicos, às relações inter-pessoais, à produção e consumo culturais, à organização do território e a tudo o resto que considerarem importante (sem esquecer o desporto, assunto já referido pelo co-camarão Sérgio).
Portanto «cota», concordo totalmente consigo e espero poder contribuir com a minha quota-parte para a melhoria da qualidade de vida em Portugal.
quinta-feira, 31 de março de 2005
Esforço inglório!
Por vezes parece que Portugal é um esforço inglório! E mais inglório é esse esforço quando seria tão fácil mudar, que não se percebe porque nada acontece.
Um dos meus odiados de estimação, Isaltino Morais, está sob investigação policial. No entanto nada impede que no Sábado vá haver um mega jantar de apoio ao HOMEM, organizado pela seccção do PSD em Oeiras. Mais caricato ainda é que perante uma busca efectuada em casa do grande autarca, a secção do PSD referida tenha essencialmente estranhado que estas tenham ocorrido dois dias antes do jantar.
Ou seja, o que é estranho não é que um autarca esteja a ser investigado por crimes de corrupção e branqueamento de capitais, a ponto de a judiciária ter conseguido um mandato para realizar buscas em sua casa. Nem sequer que este mesmo autarca esteja a receber apoio de um partido que aspira a ser governo e que se afirma de Estado. O que é estranho mesmo é que as buscas tenham sido feitas na altura errada... Estes investigadores não têm etiqueta!
Um dos meus odiados de estimação, Isaltino Morais, está sob investigação policial. No entanto nada impede que no Sábado vá haver um mega jantar de apoio ao HOMEM, organizado pela seccção do PSD em Oeiras. Mais caricato ainda é que perante uma busca efectuada em casa do grande autarca, a secção do PSD referida tenha essencialmente estranhado que estas tenham ocorrido dois dias antes do jantar.
Ou seja, o que é estranho não é que um autarca esteja a ser investigado por crimes de corrupção e branqueamento de capitais, a ponto de a judiciária ter conseguido um mandato para realizar buscas em sua casa. Nem sequer que este mesmo autarca esteja a receber apoio de um partido que aspira a ser governo e que se afirma de Estado. O que é estranho mesmo é que as buscas tenham sido feitas na altura errada... Estes investigadores não têm etiqueta!
terça-feira, 29 de março de 2005
Sobreiros e bolotas
Alguns factos interessantes sobre abate de sobreiros:
- A Câmara Municipal de Benavente e o seu presidente são a favor do abate de sobreiros para a construção do empreendimento turistico da Portucale, na freguesia de Samora Correia;
- O plano director municipal, no seu artigo 53º, ponto 5, diz "A implantação de actividades turísticas na área turística deverá ter em consideração os condicionamentos impostos pelos regimes, servidões e restrições legalmente instituídos para o local, nomeadamente para áreas abrangidas por RAN, REN e montados de sobro";
- A Câmara Municipal de Benavente e o seu presidente opuseram-se ao abate de sobreiros para a construção da auto-estrada A13;
- O concelho de Benavente ainda é parte integrante do maior montado de sobro da península ibérica;
- O concelho de Benavente será certamente no futuro o concelho com mais campos de golf por metro quadrado;
- Quinta das celebridades, já temos uma no concelho;
Só podia ser ele...
Isaltino Morais ensina cidadãos a serem bons autarcasSegundo parece o proximo curso será para ensinar cidadãos a serem bons Primeiro-Ministro.
Curso de formação de autarcas é organizado pelo PSD. Participantes têm de pagar 100 euros por 4 dias de curso. Já há 125 alunos inscritos.
O programa será:
1º Dia: "Se não consegues salvar o país, salva-te a ti." - Orador: José Manuel Barroso
2º Dia: "Como evitar as facadas nas costas... ou não." - Orador: Pedro Santana Lopes
3º Dia: "Desde que haja colo, que se lixem as facadas." - Oradores: Peixeiras do Mercado Municipal da Figueira da Foz (aconselha-se o uso de tampões para os ouvidos)
4º Dia: "O descanso do menino guerreiro" - Documentário sobre a noite lisboeta e as suas consequências para a governação.
Aconselho vivamente
segunda-feira, 28 de março de 2005
Nem sei que diga...
Gostaria de chamar a atenção para estas duas notícias:
Um sistema produtivo perfeito
Abate de sobreiros para projectos imobiliários teve apoio de três governos
De realçar que o nosso primeiro-ministro, do qual me recuso a pronunciar o nome depois de termos entrado em ruptura com ele há vários posts atrás, foi um dos que aprovou um dos tais projectos estruturantes.
De realçar ainda que não se trata de manter um determinado padrão de ocupação do solo, só para satisfazer o esoterismo de uns tipos que até gostam de bichinhos. Trata-se sim de manter uma riqueza natural que para além de contribuir para a preservação do ambiente, ainda gera importantes benefícios socio-económicos.
Um sistema produtivo perfeito
Abate de sobreiros para projectos imobiliários teve apoio de três governos
De realçar que o nosso primeiro-ministro, do qual me recuso a pronunciar o nome depois de termos entrado em ruptura com ele há vários posts atrás, foi um dos que aprovou um dos tais projectos estruturantes.
De realçar ainda que não se trata de manter um determinado padrão de ocupação do solo, só para satisfazer o esoterismo de uns tipos que até gostam de bichinhos. Trata-se sim de manter uma riqueza natural que para além de contribuir para a preservação do ambiente, ainda gera importantes benefícios socio-económicos.
Ordinarice encapuçada!
É curioso ver como o lançamento do novo livro de Gabriel Garcia Marquez tem sido uma boa ocasião para gente mui bem comportada poder dizer, publicamente, alto e sem bons modos a singela palavra «putas»! É mesmo assim, sem espinhas: «Memórias das minhas putas tristes». E se em países da América Latina provavelmente o vernáculo nem choca muito, habituados que estão a estas ordinarices, em Portugal deve dizer-se que não é habitual que a palavra seja tantas vezes pronunciada, sem que surjam imediatamente risinhos nervosos em background.
Basta ver que na página para a qual linkei em cima, e para a qual volto a linkar, podemos ler pelo menos cinco vezes, sem pudor nem embaraço, a palavra putas. Será isto correcto? Não deveriam ter traduzido o título para que se adaptasse à nossa realidade sociocultural? A título de exemplo sugiro algumas possibilidades:
«Memórias das minhas senhoras de conduta duvidosa e tristes com a vida»
«Memórias das minhas senhoras que não tiveram muitas oportunidades na vida e acabaram por se dedicar a uma vida de degradação e miséria e que por isso ficaram tristes»
«Memórias das minhas senhoras que exploram sexualmente o seu corpo e que por isso vão morrer no inferno, porque Deus as vai condenar, e por isso são pessoas tristes»
Ou ainda o preferido aqui no Ribatejo:
Memórias das minhas «meninas» (este meninas deverá ser acompanhado de um sorriso marialva ou até mesmo maroto) tristes
Era mais bonito, sim senhor!
Basta ver que na página para a qual linkei em cima, e para a qual volto a linkar, podemos ler pelo menos cinco vezes, sem pudor nem embaraço, a palavra putas. Será isto correcto? Não deveriam ter traduzido o título para que se adaptasse à nossa realidade sociocultural? A título de exemplo sugiro algumas possibilidades:
«Memórias das minhas senhoras de conduta duvidosa e tristes com a vida»
«Memórias das minhas senhoras que não tiveram muitas oportunidades na vida e acabaram por se dedicar a uma vida de degradação e miséria e que por isso ficaram tristes»
«Memórias das minhas senhoras que exploram sexualmente o seu corpo e que por isso vão morrer no inferno, porque Deus as vai condenar, e por isso são pessoas tristes»
Ou ainda o preferido aqui no Ribatejo:
Memórias das minhas «meninas» (este meninas deverá ser acompanhado de um sorriso marialva ou até mesmo maroto) tristes
Era mais bonito, sim senhor!
quinta-feira, 24 de março de 2005
Casa da Música
Dizem que se reinventa a cada álbum que faz e que deu novos rumos à música pop. Eu digo que ele é bom (músico, entenda-se). Entre os seus álbuns, destaco dois: Sea Change e Midnite Vultures. Portuguesas e Portugueses, monsieur Beck:
Sea Change (2002)
Midnite Vultures (1999)
Falando de sacos azuis...
Há cerca de 5 anos trabalhei na piscina municipal de Oeiras, na altura em que Isaltino Morais ainda era presidente. Nesta piscina, apesar de ser municipal, as entradas rondavam os 1200 escudos por dia (os preços actuais estão aqui) e em Julho e Agosto eram muitos os dias em enchia.
Tendo em conta que a lotação da piscina é de 1675 pessoas, isso significa que em dias de semana as vendas de bilhetes rendia mais de de 2000 contos, fora os resultados do bar, uma vez que era proibido levar comida para dentro do recinto. Aos fins de semana o valor aumentava, já que tal como agora, os bilhetes eram mais caros ao Sábado e ao Domingo.
Nesta piscina trabalhavam no verão cerca de 20 a 25 jovens, que recebiam à volta de 90 contos por mês, a trabalhar seis horas por dia, o que, tendo em conta o que se ganha por aí, nem é muito mau. Mas agora vem a parte interessante: ninguém descontava! e mais interessante ainda era que o pagamento fazia-se no edifício da Câmara Municipal de Oeiras.
Ou seja: por um lado temos um esquema de fuga aos impostos dirigido pela Câmara de Oeiras; por outro, temos uma piscina pública que rende muito dinheiro, mas cujas contas, a avaliar pela forma como lidavam com os salários, fogem a critérios de transparência elementares, especialmente tendo em conta que se trata de uma instituição pública.
Mas a nossa sorte é que os taxistas na Suíça ganham dinheiro suficiente para ter vários milhares de contos a render no banco e que isto não tem nada a ver com desvio de fundos públicos!
Tendo em conta que a lotação da piscina é de 1675 pessoas, isso significa que em dias de semana as vendas de bilhetes rendia mais de de 2000 contos, fora os resultados do bar, uma vez que era proibido levar comida para dentro do recinto. Aos fins de semana o valor aumentava, já que tal como agora, os bilhetes eram mais caros ao Sábado e ao Domingo.
Nesta piscina trabalhavam no verão cerca de 20 a 25 jovens, que recebiam à volta de 90 contos por mês, a trabalhar seis horas por dia, o que, tendo em conta o que se ganha por aí, nem é muito mau. Mas agora vem a parte interessante: ninguém descontava! e mais interessante ainda era que o pagamento fazia-se no edifício da Câmara Municipal de Oeiras.
Ou seja: por um lado temos um esquema de fuga aos impostos dirigido pela Câmara de Oeiras; por outro, temos uma piscina pública que rende muito dinheiro, mas cujas contas, a avaliar pela forma como lidavam com os salários, fogem a critérios de transparência elementares, especialmente tendo em conta que se trata de uma instituição pública.
Mas a nossa sorte é que os taxistas na Suíça ganham dinheiro suficiente para ter vários milhares de contos a render no banco e que isto não tem nada a ver com desvio de fundos públicos!
A certidão mais difícil do mundo
E de repente dou por mim a pensar, estranho! Bom, pensei e pensei e eis que surge esta brilhante ideia, não seria engraçado se alguém exercendo o seu poder de cidadania (assumindo que este cumpre os seus deveres cívicos que lhe dão direito a sê-lo) entra dentro da conservatória do tribunal de Benavente e rebenta com aquilo tudo. Violento não é? Reparem só na justificação para tão macabro acto, imaginem que existe uma pessoa que não se podendo deslocar ao local resolve pedir uma certidão de nascimento no portal do cidadão on-line, eles como é de seu apanágio resolvem a situação rapidamente fazendo o pedido a conservatória em questão.
Num outro qualquer local apropriado para este tipo de situação isto estaria resolvido em cinco dias úteis (o que por si já é um sacrilégio), mas não é que quase três semanas depois o documento continua sem estar feito, desesperado a pessoa em questão liga a alguém conhecido para se este eventualmente tiver tempo, passar pela conservatória para verificar o que se passa com o documento, esse conhecido vai á conservatória e pergunta: - O que se passa com a certidão?
Reparem na resposta: - Não temos tido tempo, mas espere só um instante que já lha dou. (demorou 30 segundos a fazer)
Ora portanto os pedidos on-line são para quê? Será que eles não percebem que há pessoas que não se podem deslocar ao local e utilizam este meio como forma de resolver o problema, será que são atrasados mentais? É que bastou verem alguém para resolverem o problema, mas qual é a diferença? Não consigo perceber, quer dizer consigo, mas é melhor nem entrar por ai senão não há espaço no blog para tanta possível explicação, mas fica porém uma pequena sugestão.
Aos funcionários desta conservatória, leiam um pequeno livro de seu nome “Quem mexeu no meu queijo” de Dr. Spencer Johnson e acordem para a vida!
Num outro qualquer local apropriado para este tipo de situação isto estaria resolvido em cinco dias úteis (o que por si já é um sacrilégio), mas não é que quase três semanas depois o documento continua sem estar feito, desesperado a pessoa em questão liga a alguém conhecido para se este eventualmente tiver tempo, passar pela conservatória para verificar o que se passa com o documento, esse conhecido vai á conservatória e pergunta: - O que se passa com a certidão?
Reparem na resposta: - Não temos tido tempo, mas espere só um instante que já lha dou. (demorou 30 segundos a fazer)
Ora portanto os pedidos on-line são para quê? Será que eles não percebem que há pessoas que não se podem deslocar ao local e utilizam este meio como forma de resolver o problema, será que são atrasados mentais? É que bastou verem alguém para resolverem o problema, mas qual é a diferença? Não consigo perceber, quer dizer consigo, mas é melhor nem entrar por ai senão não há espaço no blog para tanta possível explicação, mas fica porém uma pequena sugestão.
Aos funcionários desta conservatória, leiam um pequeno livro de seu nome “Quem mexeu no meu queijo” de Dr. Spencer Johnson e acordem para a vida!
quarta-feira, 23 de março de 2005
Casa da Música
Descobri-os através do suplemento do Público, Y, e após ter "adquirido" o CD, dei por bem abençoada essa descoberta. Trata-se nem mais nem menos dos Antony and the Johnsons e do seu último álbum chamado «I am a bird now». A ouvir!
"Vou levar-te comigo..." (Duo Ouro Negro)
Aconteceu novamente nos Estados Unidos, essa prolífera nação onde tudo acontece...
Um qualquer adolescente resolveu dar azo às suas frustrações e/ou problemas pessoais e convenientemente acompanhado por algumas daquelas armas a que os americanos parecem facilmente conseguir deitar as mãos, resolveu dar um passeio pela sua escola, atirando a tudo o que respirasse, ao mesmo tempo que entrava em delírios teológicos acerca da existência ou não do Criador, conseguindo com essa brilhante e corajosa acção (não existe nada mais másculo que disparar contra adolescentes desarmados, pois não?), roubar a vida a pelo menos 9 pessoas, incluindo-se a ele próprio na contagem final, uma vez que depois de ter trocado alguns tiros com a polícia local, o nosso rapaz resolveu suicidar-se...
A questão que se coloca é esta: porque razão estou eu a ponderar sobre mais este exemplo daquilo que nos separa dos animais? (a estupidez, caros amigos, nem mais...)
Porque estou a desenvolver uma teoria...
Todos sabemos que os Estados Unidos da América têm uma sede por armas e conflitos que não tem rival em nenhuma outra nação do mundo. Os lobbies da indústria militar/armeira são de tal forma fortes (Charlton Heston, essa figura...), possuíndo um poder de insinuação tão poderoso na sociedade americana (que tão bem exemplificou Michael Moore), que alguns de nós acreditam mesmo que são eles que têm ajudado a controlar diferentes administrações americanas (foi você que pediu uma teoria da conspiração?), pois só assim conseguimos compreender que em pleno século XXI, aquela nação se sinta psicologicamente presa no tempo dos velhos westerns de cordel.
Algumas considerações: a par da Suécia, o nosso Alentejo tem uma das taxas de suicídio mais elevadas da Europa. Mas para meu espanto, os nossos suicidas alentejanos, tal como os fatalistas suecos, morrem sozinhos. Já sei o que estão a pensar... Tudo bem, pode ser uma coisa cultural mas, no meu ponto de vista, o suicídio é um acto solitário. Corajoso, cobarde ou desesperado, seja como for, é algo que habitualmente se faz sozinho. A única excepção à regra são os suicídios dos amantes, com todo aquele romantismo do "juntos até ao fim e coiso...".
A minha teoria (é fraquinha, eu sei, mas cada vai disto!) - Os americanos, inovadores como sempre e como só eles sabem ser, tomam nas suas mãos os créditos pela invenção do suicídio social! O problema inerente a esta nova tendência é que não existem muitos adeptos da prática. Posso ser só eu, mas consigo compreender perfeitamente bem os aborrecimentos da coisa. Afinal de contas, quando nos fartámos dos yô-yô's não arranjámos logo um skate? E o que acontece quando nos fartarmos de estar suicidados?
Assim, como não existem muitos indivíduos a aderir, conseguimos nós compreender estes rapazes novos, sempre à procura da nova moda mas que não gostam de fazer nada sozinhos, que numa caminhada enlouquecida rumo ao seu suicídio, resolvem levar mais alguém consigo. No fundo, o problema é a solidão...
Por fim: face ao cenário apocalíptico que ficou para sempre gravado na história daquela cidade, na vida daquelas pessoas, dou comigo a olhar para um disco de From First To Last e compreendo que a resposta a tudo está lá, naquele título: "Dear diary, my teen angst has a body count".
Por detrás do delírio, existe razão...
Um qualquer adolescente resolveu dar azo às suas frustrações e/ou problemas pessoais e convenientemente acompanhado por algumas daquelas armas a que os americanos parecem facilmente conseguir deitar as mãos, resolveu dar um passeio pela sua escola, atirando a tudo o que respirasse, ao mesmo tempo que entrava em delírios teológicos acerca da existência ou não do Criador, conseguindo com essa brilhante e corajosa acção (não existe nada mais másculo que disparar contra adolescentes desarmados, pois não?), roubar a vida a pelo menos 9 pessoas, incluindo-se a ele próprio na contagem final, uma vez que depois de ter trocado alguns tiros com a polícia local, o nosso rapaz resolveu suicidar-se...
A questão que se coloca é esta: porque razão estou eu a ponderar sobre mais este exemplo daquilo que nos separa dos animais? (a estupidez, caros amigos, nem mais...)
Porque estou a desenvolver uma teoria...
Todos sabemos que os Estados Unidos da América têm uma sede por armas e conflitos que não tem rival em nenhuma outra nação do mundo. Os lobbies da indústria militar/armeira são de tal forma fortes (Charlton Heston, essa figura...), possuíndo um poder de insinuação tão poderoso na sociedade americana (que tão bem exemplificou Michael Moore), que alguns de nós acreditam mesmo que são eles que têm ajudado a controlar diferentes administrações americanas (foi você que pediu uma teoria da conspiração?), pois só assim conseguimos compreender que em pleno século XXI, aquela nação se sinta psicologicamente presa no tempo dos velhos westerns de cordel.
Algumas considerações: a par da Suécia, o nosso Alentejo tem uma das taxas de suicídio mais elevadas da Europa. Mas para meu espanto, os nossos suicidas alentejanos, tal como os fatalistas suecos, morrem sozinhos. Já sei o que estão a pensar... Tudo bem, pode ser uma coisa cultural mas, no meu ponto de vista, o suicídio é um acto solitário. Corajoso, cobarde ou desesperado, seja como for, é algo que habitualmente se faz sozinho. A única excepção à regra são os suicídios dos amantes, com todo aquele romantismo do "juntos até ao fim e coiso...".
A minha teoria (é fraquinha, eu sei, mas cada vai disto!) - Os americanos, inovadores como sempre e como só eles sabem ser, tomam nas suas mãos os créditos pela invenção do suicídio social! O problema inerente a esta nova tendência é que não existem muitos adeptos da prática. Posso ser só eu, mas consigo compreender perfeitamente bem os aborrecimentos da coisa. Afinal de contas, quando nos fartámos dos yô-yô's não arranjámos logo um skate? E o que acontece quando nos fartarmos de estar suicidados?
Assim, como não existem muitos indivíduos a aderir, conseguimos nós compreender estes rapazes novos, sempre à procura da nova moda mas que não gostam de fazer nada sozinhos, que numa caminhada enlouquecida rumo ao seu suicídio, resolvem levar mais alguém consigo. No fundo, o problema é a solidão...
Por fim: face ao cenário apocalíptico que ficou para sempre gravado na história daquela cidade, na vida daquelas pessoas, dou comigo a olhar para um disco de From First To Last e compreendo que a resposta a tudo está lá, naquele título: "Dear diary, my teen angst has a body count".
Por detrás do delírio, existe razão...
terça-feira, 22 de março de 2005
Carta aberta ao Primeiro Ministro
Caro José,
Compartilhando a indignação do meu co-camarão mui ilustre Pedro Marques tenho de te revelar que estou profundamente desiludido com a tua atitude.
Sabendo-te uma pessoa inteligente, e, como todas as pessoas inteligentes, um leitor assíduo deste nobre espaço de reflexão, não consigo compreender como não nos convidaste para fazer parte do teu governozinho.
Sabendo que não fazemos parte de um "lobby" tão poderoso como o das mulheres, sabemos tão bem como tu que fazemos muito mais falta ao governo deste país do que elas! No entanto ainda não vi nenhum comentador a referir a falta que faz existir a cota justa de Camarões no governo!
Resumindo, fomos fritos! E isso é inaceitavel para o Camarão do Rio que exige ser cozido!
Existe pois, claramente, uma discriminação dos média em relação ao Camarão, o que é totalmente inaceitável. Temos motivos para crer que esta orquestração sai do seio do teu governo, o que não sendo totalmente mau, porque para nós seio será sempre seio, não nos satisfaz.
Portanto temos de humildemente exigir da tua parte uma retratação pública, referindo a grande injustiça que cometeste ao não nos incluires no teu governo, e que garantas a nossa presença na próxima reformulação governamental.
Sem mais assunto de momento,
Camarão chocado
Compartilhando a indignação do meu co-camarão mui ilustre Pedro Marques tenho de te revelar que estou profundamente desiludido com a tua atitude.
Sabendo-te uma pessoa inteligente, e, como todas as pessoas inteligentes, um leitor assíduo deste nobre espaço de reflexão, não consigo compreender como não nos convidaste para fazer parte do teu governozinho.
Sabendo que não fazemos parte de um "lobby" tão poderoso como o das mulheres, sabemos tão bem como tu que fazemos muito mais falta ao governo deste país do que elas! No entanto ainda não vi nenhum comentador a referir a falta que faz existir a cota justa de Camarões no governo!
Resumindo, fomos fritos! E isso é inaceitavel para o Camarão do Rio que exige ser cozido!
Existe pois, claramente, uma discriminação dos média em relação ao Camarão, o que é totalmente inaceitável. Temos motivos para crer que esta orquestração sai do seio do teu governo, o que não sendo totalmente mau, porque para nós seio será sempre seio, não nos satisfaz.
Portanto temos de humildemente exigir da tua parte uma retratação pública, referindo a grande injustiça que cometeste ao não nos incluires no teu governo, e que garantas a nossa presença na próxima reformulação governamental.
Sem mais assunto de momento,
Camarão chocado
Basta!
Apesar de ter dado graxa ao PS por duas vezes, ainda não recebi ofertas de emprego! Isto é uma vergonha! Que raio de Governo é este? A partir de agora é só malhar no ceguinho!
BANDIDOS
BANDIDOS
Alterações
Mais 1 vez estive a mudar algumas coisas, nomeadamente o sistema de comentários que tinham motivado a queixa de alguns leitores. Deste modo integrei o sistema do próprio blogger, abandonando o anterior (enetation).
Infelizmente os (poucos) comentários existentes serão perdidos, peço por esse motivo desculpa aos comentadores. Peço no entanto a compreensão e espero que estas mudanças sejam as definitivas.
Agradeço desde já que nos deiam o feedback necessário, para tornar este um espaço cada vez mais agradável.
Infelizmente os (poucos) comentários existentes serão perdidos, peço por esse motivo desculpa aos comentadores. Peço no entanto a compreensão e espero que estas mudanças sejam as definitivas.
Agradeço desde já que nos deiam o feedback necessário, para tornar este um espaço cada vez mais agradável.
Como seria de esperar O DESPORTO!
Tantas definições, tanto debate, nada de muito importante diga-se de passagem. Á excepção de o conhecimento destas permitir estruturar melhor o conhecimento para quem se queira envolver nesta área não vejo relativa importância nesta discussão! É porém vital para quem queira regir a sua vida dentro desta área de conhecimento ou ciência, o dominio de duas grandes ferramentas conceptuais a sistematização e diagnóstico e seus respectivos desdobramentos, a sistematização, pois num mundo em constante mudança e onde o conhecimento é quase furtuito, onde tudo parece que tem utilidade e muito pouco o tem. Na realidade há que saber retirar o conhecimento útil em toda a informação que nos seja possibilitada! O diagnóstico pois tal como numa outra qualquer área que intervenha directamente com a vida das pessoas, como a medicina, esta é a grande ferramenta que distingue a competência dos seus profissionais, quando digo diagnóstico falo logicamente do seu respectivo prolongamento, a prescrição e controlo. como é que se pode ser minimamente profissional numa área cientifica sem dominar os básicos conhecimentos sobre os quais ela se rege! os comportamentos solicitados com a práctica de actividades desportivas, as reacções psicológicas, fisiológicas culturais e a sua obrigatória ligação pois um homem é um ser holistico maior que a soma das suas partes. como se corrige um movimento humano tendo como objectivo trabalhar a componente formativa da práctica de actividades desportivas se não se dominam as ferramentas conceptuais que o permitem fazer, esta infelizmente é a nossa realidade e é na mão destes carniceiros, os empiricos, que está o futuro dos nossos filhos! sejam exigentes não permitam atrocidades, perguntem os porquês de tudo, ponham tudo em causa e se a pessoa que os orienta não souber responder, saia e procure quem saiba, pois a profissionalização do desporto é uma realidade e o nacional porreirismo instaurado em redor deste irá com a vossa ajuda certamente desaparecer!
Melancolía
Chegaram, enfim, os dias cinzentos, com a chuva a bater na janela e o vento a soprar calma e constantemente, arrastando consigo as folhas caducas que se desprendem das árvores...
É verdade, chegou... a Primavera (!?!?).
É verdade, chegou... a Primavera (!?!?).
segunda-feira, 21 de março de 2005
Sonhos, rotinas e filmes...
Eles estiveram lá quase todos, acomodados nas suas tribunas parlamentares, na ânsia de ouvir a nova programação governamental, mas ainda mal a procissão tinha saído da igreja e logo a colecção de santos e milagres foi posta em causa.
Para mim, foi como se tivessem começado a rodar as bobines para um filme que já vi anteriormente e que nunca mereceu o meu voto para os Óscares.
Os actores vão mudando e a cada nova estreia pensamos estar perante uma grande produção, mas com argumentos da qualidade dos que nos são apresentados, o futuro da indústria pode estar seriamente ameaçado...
Também não votei nesta produção, nem neste realizador, mas o facto do genérico apresentar uma relativa promessa de competência (colaboradores em áreas da sua especialização), deixou-me pelo menos a esperança inicial de um tempo bem passado. Espero não me estar a iludir de uma forma demasiado óbvia, mas apenas o referido tempo me pode dar razão ou desmentir.
Sou adepto de um pequeno livro que se intitula "A Governação pela competência", no qual encontrei uma apologia muito simples da escolha dos indivíduos mais aptos para os lugares de governação mais indicados com as suas qualidades e conhecimentos. Simples, não é? São ideias tão simples que fico admirado como nenhum dos nossos governantes se lembrou de aplicar estas linhas orientadoras até ao momento... Corrijam-me se estiver enganado.
Promovo aqui que se escreva um novo capítulo deste livro e daqui envio a minha contribuição para o seu título: "A Oposição pela competência". Porque também é preciso uma oposição que funcione, para que a governação possa funcionar. Ser oposição só porque sim, só porque a cor da ideia não é a nossa cor preferida, é ser um entrave tão grande para a democracia e para os seus processos, como todos aqueles que abominam a dita governação pelos eleitos do povo.
Pessoalmente, não estou nem um pouco ansioso por quatro anos (se este governo durar até lá) de uma oposição baseada naquela personagem criada por Maurício, para a sua Turma da Mônica, o por demais famoso, Do Contra! Ofereçam-me uma oposição activa e inteligente, esforçada e interessada e não mais-daquele-mesmo que nos têm oferecido as oposições de sempre.
Eu tive este sonho, concedo que ingénuo, de assistir a uma simbiose governo/oposição em que coisas realmente importantes eram geridas, debatidas e resolvidas. Onde a evolução intelectual e social era uma realidade e não apenas uma lenda, incluída num argumento para um filme que continuamente é pontapeado de realizador para realizador. Eu tive este sonho e confesso que às vezes ainda o tenho...
Para mim, foi como se tivessem começado a rodar as bobines para um filme que já vi anteriormente e que nunca mereceu o meu voto para os Óscares.
Os actores vão mudando e a cada nova estreia pensamos estar perante uma grande produção, mas com argumentos da qualidade dos que nos são apresentados, o futuro da indústria pode estar seriamente ameaçado...
Também não votei nesta produção, nem neste realizador, mas o facto do genérico apresentar uma relativa promessa de competência (colaboradores em áreas da sua especialização), deixou-me pelo menos a esperança inicial de um tempo bem passado. Espero não me estar a iludir de uma forma demasiado óbvia, mas apenas o referido tempo me pode dar razão ou desmentir.
Sou adepto de um pequeno livro que se intitula "A Governação pela competência", no qual encontrei uma apologia muito simples da escolha dos indivíduos mais aptos para os lugares de governação mais indicados com as suas qualidades e conhecimentos. Simples, não é? São ideias tão simples que fico admirado como nenhum dos nossos governantes se lembrou de aplicar estas linhas orientadoras até ao momento... Corrijam-me se estiver enganado.
Promovo aqui que se escreva um novo capítulo deste livro e daqui envio a minha contribuição para o seu título: "A Oposição pela competência". Porque também é preciso uma oposição que funcione, para que a governação possa funcionar. Ser oposição só porque sim, só porque a cor da ideia não é a nossa cor preferida, é ser um entrave tão grande para a democracia e para os seus processos, como todos aqueles que abominam a dita governação pelos eleitos do povo.
Pessoalmente, não estou nem um pouco ansioso por quatro anos (se este governo durar até lá) de uma oposição baseada naquela personagem criada por Maurício, para a sua Turma da Mônica, o por demais famoso, Do Contra! Ofereçam-me uma oposição activa e inteligente, esforçada e interessada e não mais-daquele-mesmo que nos têm oferecido as oposições de sempre.
Eu tive este sonho, concedo que ingénuo, de assistir a uma simbiose governo/oposição em que coisas realmente importantes eram geridas, debatidas e resolvidas. Onde a evolução intelectual e social era uma realidade e não apenas uma lenda, incluída num argumento para um filme que continuamente é pontapeado de realizador para realizador. Eu tive este sonho e confesso que às vezes ainda o tenho...
Não votei no PS!
Não votei no PS e sem sequer acho muito bom que Sócrates tenha obtido a maioria absoluta, mas fico feliz por ver a diferença abissal que vai entre este governo e o anterior.
Santana Lopes, viciado em câmaras de televisão, antes de ser governo veio dizer que fazia e acontecia. Lembram-se da deslocalização de ministérios e dos Conselhos de ministros por video-conferência; do governo formado com pessoas de fora de Lisboa; dos ditos e não ditos (embora seja preciso admitir que desde já o Governo do PS não se livra da polémica dos impostos, que ainda não se sabe se vão subir, baixar ou ficar iguais).
Agora o oposto: Sócrates, de quem se dizia que era uma cópia do outro mas mais à esquerda, manteve o silêncio e a prudência, contrariou a ânsia de notícias (ou de mexericos) dos jornalistas e agora apresenta medidas concretas, para concretizar em prazos definidos. Bem sei que nem tudo são rosas e que na verdade tanto o programa eleitoral do PS como o programa de governo são bastante vagos. Mas no fundo Sócrates apenas está a ser aquilo que os tempos lhe dizem para ser: pragmático. Ou seja, delineou objectivos gerais para o seu governo e agora, à medida que o tempo for avançando, vai definindo quais as medidas mais correctas a tomar, em função do contexto.
A ver vamos!
Santana Lopes, viciado em câmaras de televisão, antes de ser governo veio dizer que fazia e acontecia. Lembram-se da deslocalização de ministérios e dos Conselhos de ministros por video-conferência; do governo formado com pessoas de fora de Lisboa; dos ditos e não ditos (embora seja preciso admitir que desde já o Governo do PS não se livra da polémica dos impostos, que ainda não se sabe se vão subir, baixar ou ficar iguais).
Agora o oposto: Sócrates, de quem se dizia que era uma cópia do outro mas mais à esquerda, manteve o silêncio e a prudência, contrariou a ânsia de notícias (ou de mexericos) dos jornalistas e agora apresenta medidas concretas, para concretizar em prazos definidos. Bem sei que nem tudo são rosas e que na verdade tanto o programa eleitoral do PS como o programa de governo são bastante vagos. Mas no fundo Sócrates apenas está a ser aquilo que os tempos lhe dizem para ser: pragmático. Ou seja, delineou objectivos gerais para o seu governo e agora, à medida que o tempo for avançando, vai definindo quais as medidas mais correctas a tomar, em função do contexto.
A ver vamos!
domingo, 20 de março de 2005
Casa da Leitura
Num rasgo de originalidade ímpar na blogosfera portuguesa (bem sei que não é assim tão original, mas deixem-me lá pensar que sim) decidi que a par de apresentar alguns dos meus álbuns favoritos, poderia falar de alguns dos escritores que mais gosto de ler. Dou assim início à Casa da leitura.
Começo pelo italiano Italo Calvino. Os três livros que li dele (são apresentados em baixo por ordem cronológica de leitura) permitiram confirmá-lo como um dos meus autores favoritos.
Na literatura, dois dos aspectos que mais gosto de analisar são a originalidade da história e a qualidade/originalidade da escrita. Sem em alguns casos há claramente um dos aspectos que se sobrepõe ao outro, no caso de Calvino estes dois vectores mesclam-se de forma quase perfeita. A prová-lo estão os três livros referidos, todos eles diferentes, todos eles originais e todos ele muito bem escritos.
Começo pelo italiano Italo Calvino. Os três livros que li dele (são apresentados em baixo por ordem cronológica de leitura) permitiram confirmá-lo como um dos meus autores favoritos.
Na literatura, dois dos aspectos que mais gosto de analisar são a originalidade da história e a qualidade/originalidade da escrita. Sem em alguns casos há claramente um dos aspectos que se sobrepõe ao outro, no caso de Calvino estes dois vectores mesclam-se de forma quase perfeita. A prová-lo estão os três livros referidos, todos eles diferentes, todos eles originais e todos ele muito bem escritos.
Se numa noite de Inverno um Viajante...
O Barão Trepador
Palomar
Reacção ao jantar de ontem
Situado no passeio marítimo de Álges, o restaurante Mexicano La Siesta foi visitado por 2 elementos dos camarões. Chamem-nos porcos capitalistas, que somos, mas a visita foi apreciada por todos.
Ambiente acolhedor, empregados simpáticos, comida excelente em apresentação e conteúdo... o único senão é mesmo o ar condicionado que não acompanha o picante...
Pessoalmente tenho de aconselhar o Filete de Res En Nogada e, como é óbvio, as Margaritas.
Juntando a tudo isto uma excelente companhia, é certamente o ínicio de uma noite quase perfeita, culminada com o belo concerto de Terrakota, referido pelo co-camarão Pedro Marques.
Ambiente acolhedor, empregados simpáticos, comida excelente em apresentação e conteúdo... o único senão é mesmo o ar condicionado que não acompanha o picante...
Pessoalmente tenho de aconselhar o Filete de Res En Nogada e, como é óbvio, as Margaritas.
Juntando a tudo isto uma excelente companhia, é certamente o ínicio de uma noite quase perfeita, culminada com o belo concerto de Terrakota, referido pelo co-camarão Pedro Marques.
Reacções ao concerto de ontem
Estes aqui adoraram! Foi só dançar, como podem ver.
Apesar de com o movimento seguinte este senhor quase ter torcido os joanetes. Mas a música cura tudo...
Apesar de com o movimento seguinte este senhor quase ter torcido os joanetes. Mas a música cura tudo...
Casa da Música
Ontem à noite vi um concerto de Terrakota em Benavente (quem diria, em Benavente!) MUITO MUITO BOM.
sexta-feira, 18 de março de 2005
Para quê viver em democracia?
Há uns anos atrás Churchill disse que a democracia era o pior sistema político, excepto todos os outros que já tinham sido experimentados. Esta defesa envergonhada do sistema surgiu numa altura em que era preciso convencer os Europeus a rejeitarem os avanços do comunismo soviético, recorrendo à ideia de que isto até está mal, mas os outros estão piores.
Hoje em dia, após a implosão da União Soviética, o que teria dito Churchill? Talvez se manifestasse abertamente a favor da democracia, afirmando: Este é o melhor sistema político de todos!
Mas o que é a democracia? Há cerca de um ano, aquando de uma outra passagem de Manuel Castells por Portugal (digo outra, para diferenciar da sua passagem pelo país há uns dias), estes sociólogo foi entrevistado por Ana Sousa Dias no programa "Por outro lado". Nessa altura disse que sabemos que vivemos em democracia quando a campainha toca às três da manhã e pensamos que é o carteiro (Castells disse isto citando um escritor, do qual não me lembro o nome).
No fundo o que isto significa, na minha opinião, é que o grande benefício de viver em democracia é o conforto que isso proporciona. Conforto no sentido mais abrangente possível. Este conforto deriva do facto de, mesmo quando parece que se instalou uma espécie de pensamento único, continuarem a haver formas de expressarmos a nossa opinião. Mas também do facto de raramente sermos obrigados a viver mudanças bruscas, uma vez que o progresso nasce da discussão e do confronto de ideias.
E finalmente surge o tema que eu gostava de inserir: o novo Governo terá de ter em conta que o conforto democrático não é um privilégio insustentável, mas sim um direito inalienável, sem o qual não faz sentido viver em democracia. O que significa que todas as suas medidas terão de ser produndamente discutidas e negociadas, sob pena de serem bloqueadas pelo direito democrático de dizer não. Isto não significa que não se faça o que é preciso, pelo contrário.
Julgo que muitas pessoas na sociedade portuguesa querem mudar, embora não saibam bem como. Desde a administração pública até aos patrões do sector privado, passando pelos sindicatos e representantes seja de quem for, há uma vontade de mudança, porque, embora isso possa não ser claro, os portugueses vão-se cansando de viver na balbúrdia. O que o PS terá de fazer é aproveitar essa vontade de mudança e por o país a mexer.
Hoje em dia, após a implosão da União Soviética, o que teria dito Churchill? Talvez se manifestasse abertamente a favor da democracia, afirmando: Este é o melhor sistema político de todos!
Mas o que é a democracia? Há cerca de um ano, aquando de uma outra passagem de Manuel Castells por Portugal (digo outra, para diferenciar da sua passagem pelo país há uns dias), estes sociólogo foi entrevistado por Ana Sousa Dias no programa "Por outro lado". Nessa altura disse que sabemos que vivemos em democracia quando a campainha toca às três da manhã e pensamos que é o carteiro (Castells disse isto citando um escritor, do qual não me lembro o nome).
No fundo o que isto significa, na minha opinião, é que o grande benefício de viver em democracia é o conforto que isso proporciona. Conforto no sentido mais abrangente possível. Este conforto deriva do facto de, mesmo quando parece que se instalou uma espécie de pensamento único, continuarem a haver formas de expressarmos a nossa opinião. Mas também do facto de raramente sermos obrigados a viver mudanças bruscas, uma vez que o progresso nasce da discussão e do confronto de ideias.
E finalmente surge o tema que eu gostava de inserir: o novo Governo terá de ter em conta que o conforto democrático não é um privilégio insustentável, mas sim um direito inalienável, sem o qual não faz sentido viver em democracia. O que significa que todas as suas medidas terão de ser produndamente discutidas e negociadas, sob pena de serem bloqueadas pelo direito democrático de dizer não. Isto não significa que não se faça o que é preciso, pelo contrário.
Julgo que muitas pessoas na sociedade portuguesa querem mudar, embora não saibam bem como. Desde a administração pública até aos patrões do sector privado, passando pelos sindicatos e representantes seja de quem for, há uma vontade de mudança, porque, embora isso possa não ser claro, os portugueses vão-se cansando de viver na balbúrdia. O que o PS terá de fazer é aproveitar essa vontade de mudança e por o país a mexer.
quinta-feira, 17 de março de 2005
A mais aguardada
A Sagres decidiu lançar, para gáudio do co-camarão João Paulo, a sua cerveja ruiva: a Sagres Bohemia. Mesmo a tempo, agora que se aproxima a época do Camarão do Rio. Obrigado Sagres!
Casa da Música
Aqui vai mais uma edição da Casa da Música.
Sei que este álbum é bem velhinho, mas eu só o descobri há uns anos e além disso só agora tenho um blog onde me lembrei de expor os artistas de que mais gosto.
Apenas com um álbum de originais, Jeff Buckley foi capaz de criar uma obra-prima da música pop. A ouvir!
quarta-feira, 16 de março de 2005
Casa da Música
Este álbum vale a pena. Manel Cruz continua em grande a escrever poesia em Português e estes músicos continuam a tentar trilhar novos caminhos dentro da música contemporânea (ou chamem-lhe o que quiserem). Depois da experiência (muito boa, na minha opinião) dos Ornatos Violeta, dois dos seus elementos decidiram voltar à luta e acho que fizeram bem.
terça-feira, 15 de março de 2005
Ainda os medicamentos
Reparei que esta primeira medida anunciada pelo governo tem suscitado grande discussão, principalmente em torno da questão da garantia das condições para a venda de medicamentos nas grandes superficies, ou nos locais onde esta venha a ser aprovada.
Aparentemente, depois de perdido esse argumento, parece que o "lobby" farmacêutico vem agora com o "novo" argumento da pílula do dia seguinte, que sendo de venda livre, virá a ser comercializada nas referidas superfícies. Aquando do aparecimento destes fármacos, farmacêuticos defendiam a venda livre, com razão, contra a opinião de outro "lobby", o dos médicos. Veremos se não vão mudar de opinião agora, argumentando que as pessoas são imaturas e irresponsáveis, usando este método contracéptivo de emergência, como se fosse outro qualquer, atendendo à maior facilidade de acesso ao mesmo.
Mas a que me parece ser a grande questão tem sido deixada practicamente à margem da discussão. A questão do mercado de venda de medicamentos: neste momento, nem sequer existe liberdade para abrir farmácias, dependendo de licenças limitadissimas, ordenadas por critérios obscuros, que não atendem minimamente aos interesses dos clientes, mas só a determinados grupos de interesse. Não consigo encontrar paralelo em mais nenhum sector económico deste país. Isto é um atentado à livre concorrência.
Não faz sentido fazer "só" esta mudança, sem alterar tambem as regras do jogo para a própria criação de farmácias. Mas penso que isto foi só o começo, que foi só para lançar a discussão pública sobre o assunto. Aguardemos pelas propostas concretas.
Sobre este assunto, só mais uma referência a uma crónica de Vital Moreira.
Aparentemente, depois de perdido esse argumento, parece que o "lobby" farmacêutico vem agora com o "novo" argumento da pílula do dia seguinte, que sendo de venda livre, virá a ser comercializada nas referidas superfícies. Aquando do aparecimento destes fármacos, farmacêuticos defendiam a venda livre, com razão, contra a opinião de outro "lobby", o dos médicos. Veremos se não vão mudar de opinião agora, argumentando que as pessoas são imaturas e irresponsáveis, usando este método contracéptivo de emergência, como se fosse outro qualquer, atendendo à maior facilidade de acesso ao mesmo.
Mas a que me parece ser a grande questão tem sido deixada practicamente à margem da discussão. A questão do mercado de venda de medicamentos: neste momento, nem sequer existe liberdade para abrir farmácias, dependendo de licenças limitadissimas, ordenadas por critérios obscuros, que não atendem minimamente aos interesses dos clientes, mas só a determinados grupos de interesse. Não consigo encontrar paralelo em mais nenhum sector económico deste país. Isto é um atentado à livre concorrência.
Não faz sentido fazer "só" esta mudança, sem alterar tambem as regras do jogo para a própria criação de farmácias. Mas penso que isto foi só o começo, que foi só para lançar a discussão pública sobre o assunto. Aguardemos pelas propostas concretas.
Sobre este assunto, só mais uma referência a uma crónica de Vital Moreira.
Crise anunciada... mas ignorada!
Há já vários anos que ocasionalmente se ouvia falar no excesso de casas para habitação em Portugal. Fruto do (des)ordenamento do território que temos, construiu-se em demasia e descaracterizaram-se muitas das cidades portuguesas, para permitir a engorda de alguns construtores civis e autarcas afins.
Neste sentido, a notícia de que no quarto trimestre de 2004 a construção de casas novas continuou a decrescer, em sintonia com o que tem vindo a acontecer nos últimos dois anos, não surpreende. Talvez apenas surpreenda por ter vindo tarde de mais, pelo menos para muitas cidades e vilas portuguesas.
Muito provavelmente a queda não foi ainda mais abrupta unicamente devido ao hábito de comprar uma segunda casa, que ultimamente tem vindo a impor-se entre os portugueses. Por outro lado, o sector da construção civil tem sido relativamente alavancado pelos bancos portugueses, uma vez que cerca de 60% do crédito que estes concedem anualmente é para este sector (desde empréstimos às empresas, até à compra de casa).
É certo que o Estado português pouco poderia ter feito para impedir a existência de empresas, até porque, numa economia de mercado, a decisão cabe essencialmente aos consumidores: se há procura, há oferta. Mas uma coisa que o Estado poderia e deveria ter feito, desde a administração central até à administração local, era impedir a construção desordenada e promover o ordenamento do território e a transparência dos processos. Pelo menos desta forma, poderia ter garantido um crescimento mais sustentado do sector, uma vez que apenas funcionariam as empresas que prestassem um bom serviço e não aquelas que vivem dos "esquemas".
Neste sentido, a notícia de que no quarto trimestre de 2004 a construção de casas novas continuou a decrescer, em sintonia com o que tem vindo a acontecer nos últimos dois anos, não surpreende. Talvez apenas surpreenda por ter vindo tarde de mais, pelo menos para muitas cidades e vilas portuguesas.
Muito provavelmente a queda não foi ainda mais abrupta unicamente devido ao hábito de comprar uma segunda casa, que ultimamente tem vindo a impor-se entre os portugueses. Por outro lado, o sector da construção civil tem sido relativamente alavancado pelos bancos portugueses, uma vez que cerca de 60% do crédito que estes concedem anualmente é para este sector (desde empréstimos às empresas, até à compra de casa).
É certo que o Estado português pouco poderia ter feito para impedir a existência de empresas, até porque, numa economia de mercado, a decisão cabe essencialmente aos consumidores: se há procura, há oferta. Mas uma coisa que o Estado poderia e deveria ter feito, desde a administração central até à administração local, era impedir a construção desordenada e promover o ordenamento do território e a transparência dos processos. Pelo menos desta forma, poderia ter garantido um crescimento mais sustentado do sector, uma vez que apenas funcionariam as empresas que prestassem um bom serviço e não aquelas que vivem dos "esquemas".
Nova Iorque ou Las Vegas?
Lisboa ocupa a 53ª posição no ranking de qualidade de vida elaborado pela consultora Mercer e divulgado esta segunda-feira. A capital portuguesa apresenta uma qualidade de vida de 97,5% face a Nova Iorque, cidade escolhida como padrão e base 100.
Será que o estudo já contava com isto?
Parece que Santana Lopes preferia Las Vegas como padrão...
segunda-feira, 14 de março de 2005
Sistema Eleitoral
Encontrei um interessante estudo efectuado aos resultados das últimas eleições. Parece-me conter informação mais do que suficiente para que os politicos se decidam de uma vez, a alterar este sistema eleitoral.
Penso que esta discussão é importante e anda a ser adiada há muitos anos. Pelos dados verifica-se que o chamado "voto inútil", ou seja, o que não contribuiu para a eleição de qualquer deputado, atingiu os 880 mil. São quase 16% dos votos.
Grande parte desta preversão deve-se à divisão em circulos distritais, como explica bastante bem o trabalho. Qual o interesse prático de existirem deputados eleitos por cada distrito? Quando existe disciplina de voto, o interesse é nulo! Ainda todos nos lembramos do que aconteceu a Daniel Campelo quando "vendeu" o seu voto a troco de beneficios para quem o elegeu, os eleitores de Viana do Castelo.
Não digo que concordo com o modelo de solução proposto, mas penso que já era altura de haver um debate sobre isto, já que se fala tanto do desinteresse e da abstenção.
Será que a ruptura na forma de fazer politica, que o meu co-camarão Pedro Marques referiu, e que eu aguardo com esperança que se confirme, também passa por aqui?
Pronto, confesso que fiquei lixado, o meu foi um desses 880 mil.
Penso que esta discussão é importante e anda a ser adiada há muitos anos. Pelos dados verifica-se que o chamado "voto inútil", ou seja, o que não contribuiu para a eleição de qualquer deputado, atingiu os 880 mil. São quase 16% dos votos.
Grande parte desta preversão deve-se à divisão em circulos distritais, como explica bastante bem o trabalho. Qual o interesse prático de existirem deputados eleitos por cada distrito? Quando existe disciplina de voto, o interesse é nulo! Ainda todos nos lembramos do que aconteceu a Daniel Campelo quando "vendeu" o seu voto a troco de beneficios para quem o elegeu, os eleitores de Viana do Castelo.
Não digo que concordo com o modelo de solução proposto, mas penso que já era altura de haver um debate sobre isto, já que se fala tanto do desinteresse e da abstenção.
Será que a ruptura na forma de fazer politica, que o meu co-camarão Pedro Marques referiu, e que eu aguardo com esperança que se confirme, também passa por aqui?
Pronto, confesso que fiquei lixado, o meu foi um desses 880 mil.
O cerco aperta-se
O cerco aperta-se às farmácias, como nos mostra esta notícia do Público (adenda: alertado por um leitor, fui verificar o link e percebi que o problema é que a notícia já não está disponível no Público online, por motivos que me são alheios. Seja como for a notícia referia-se a uma série de médicos e farmacologistas contactados pelo jornal e que se manifestaram todos a favor desta medida, à excepção de um). Ainda bem, digo eu!
Tenho ideia que há uns anos atrás (não muitos) seriam poucos os que estariam disponíveis para afirmar publicamente o seu apoio a esta medida; e tenho ainda ideia, que os meios de comunicação social não estariam tão disponíveis como agora, para dar visibilidade a este assunto (co'a breca, até o Miguel Guilherme e o Jorge Gabriel se mostravam entusiasticamente a favor desta medida, na Praça da Alegria desta manhã).
Convém, no entanto, não esquecer, que no caso específico da notícia do Público enunciada em cima, alguns dos defensores desta medida são médicos, que também têm um "passado negro", no que diz respeito a bloquear medidas governamentais que permitiriam melhorar os serviços de saúde em Portugal. Desde as limitações à abertura de vagas em Medicina, até à questão dos genéricos, comentada pelo co-camarão Raposo, na semana passada, os médicos portugueses não podem propriamente orgulhar-se da sua conduta.
Lembre-se a situação, no mínimo caricata (em nome da decência não lhe chamo outros nomes), ocorrida no final de uma conferência sobre o erro médico, organizada pela Ordem dos Médicos em 2004, quando o Bastonário da altura afirmou que a principal conclusão a retirar era que os doentes queixavam-se de mais! Atenção, não há negligência nem falta de profissionalismo da parte dos médicos, os doentes é que se queixam demais...
Tenho ideia que há uns anos atrás (não muitos) seriam poucos os que estariam disponíveis para afirmar publicamente o seu apoio a esta medida; e tenho ainda ideia, que os meios de comunicação social não estariam tão disponíveis como agora, para dar visibilidade a este assunto (co'a breca, até o Miguel Guilherme e o Jorge Gabriel se mostravam entusiasticamente a favor desta medida, na Praça da Alegria desta manhã).
Convém, no entanto, não esquecer, que no caso específico da notícia do Público enunciada em cima, alguns dos defensores desta medida são médicos, que também têm um "passado negro", no que diz respeito a bloquear medidas governamentais que permitiriam melhorar os serviços de saúde em Portugal. Desde as limitações à abertura de vagas em Medicina, até à questão dos genéricos, comentada pelo co-camarão Raposo, na semana passada, os médicos portugueses não podem propriamente orgulhar-se da sua conduta.
Lembre-se a situação, no mínimo caricata (em nome da decência não lhe chamo outros nomes), ocorrida no final de uma conferência sobre o erro médico, organizada pela Ordem dos Médicos em 2004, quando o Bastonário da altura afirmou que a principal conclusão a retirar era que os doentes queixavam-se de mais! Atenção, não há negligência nem falta de profissionalismo da parte dos médicos, os doentes é que se queixam demais...
Graças a Deus!
Graças a Deus que já não moro em Lisboa!
Seja como for estou curioso: caso Santana Lopes assuma de facto a presidência da Câmara Municipal de Lisboa, como irá lidar com o seu passado recente? Continuará a vitimizar-se? Quem serão agora os lobbies poderosos que vão impedir a sua governação? E mais importante ainda: caso concorra às eleições autárquicas em Outubro, qual será o seu resultado? Será que é desta que "morre" politicamente, ou conseguirá ganhar um novo fôlego e impor-se de novo ao seu partido?
A ver vamos! Até porque estar na política é o contrário de não estar na política, como diria uma amiga sua...
Seja como for estou curioso: caso Santana Lopes assuma de facto a presidência da Câmara Municipal de Lisboa, como irá lidar com o seu passado recente? Continuará a vitimizar-se? Quem serão agora os lobbies poderosos que vão impedir a sua governação? E mais importante ainda: caso concorra às eleições autárquicas em Outubro, qual será o seu resultado? Será que é desta que "morre" politicamente, ou conseguirá ganhar um novo fôlego e impor-se de novo ao seu partido?
A ver vamos! Até porque estar na política é o contrário de não estar na política, como diria uma amiga sua...
sábado, 12 de março de 2005
Este homem é do norte!
Depois de ter construído o governo de forma discreta, de ter recuperado alguns bons valores dos governos Guterres (como o Santos Silva e o Mariano Gago) e de os ter complementado com gente que à partida parece estar empenhada, de ter sido capaz de agradar a diferentes sensibilidades e de ter acabado com o espectáculo saloio e graxista dos cumprimentos após a indigitação do Governo, Sócrates não para de surpreender pela positiva; desta vez, ao anunciar que os medicamentos sem receita médica deverão começar a ser vendidos fora das farmácias.
Bem sei que estes dois últimos pontos (o fim do beija-mão e a venda dos medicamentos) poderão ser entendidos como acontecimentos menores, mas a sua importância é essencialmente simbólica. Significam a ruptura com o formalismo, com o graxismo de Estado e especialmente, com os interesses corporativos. Bem sei que em si, terão pouco impacto, até porque ainda teremos de esperar para ver se, no primeiro caso, a atitude é para manter, e no segundo caso, se a promessa é para cumprir; mas para mim, foi uma entrada fulgurante!
Bem sei que estes dois últimos pontos (o fim do beija-mão e a venda dos medicamentos) poderão ser entendidos como acontecimentos menores, mas a sua importância é essencialmente simbólica. Significam a ruptura com o formalismo, com o graxismo de Estado e especialmente, com os interesses corporativos. Bem sei que em si, terão pouco impacto, até porque ainda teremos de esperar para ver se, no primeiro caso, a atitude é para manter, e no segundo caso, se a promessa é para cumprir; mas para mim, foi uma entrada fulgurante!
sexta-feira, 11 de março de 2005
Notícias
Para todos aqueles que procuram uma fonte de inspiração alternativa dentro da esquerda, aconselho a leitura desta entrevista ao Manuel Castells (aos outros também aconselho). É melhor despacharem-se, porque qualquer dia o Público online começa a ser pago. Além disso, mesmo enquanto for gratuito, após um determinado número de dias os artigos tornam-se de acesso restrito.
Em sentido contrário, uma má notícia. O estronço, pimbalhão e mal-cheiroso (para não dizer trafulha) Alberto João elogiou o Sócrates! Isto só pode ser mau sinal... A não ser que seja por causa disto.
Em sentido contrário, uma má notícia. O estronço, pimbalhão e mal-cheiroso (para não dizer trafulha) Alberto João elogiou o Sócrates! Isto só pode ser mau sinal... A não ser que seja por causa disto.
Bater no ceguinho
Sei que será apenas bater no ceguinho, uma vez que o homem até perdeu sua a base política de apoio, mas não posso deixar de referir que em sintonia com o meu colega de Blog, Pedro Raposo, o Eduardo Prado Coelho escreve no público de hoje uma crónica sobre o principal alvo do nosso vernáculo: Luís Delgado.
Eu que até já trabalhei para o homem, sinto-me triste pelo seu desalento, pois espero que ele não perca a pujança política que caracterizam as suas crónicas humorísticas no Diário de Notícias, Diário Digital, Sic Notícias, TSF e, last but not the least, Jornal Regional de Vale de Cambras, afecto ao proto-núcleo concelhio do PSD, Bush e Afins, da Bordaleja.
Eu que até já trabalhei para o homem, sinto-me triste pelo seu desalento, pois espero que ele não perca a pujança política que caracterizam as suas crónicas humorísticas no Diário de Notícias, Diário Digital, Sic Notícias, TSF e, last but not the least, Jornal Regional de Vale de Cambras, afecto ao proto-núcleo concelhio do PSD, Bush e Afins, da Bordaleja.
Eu sabia...
Caros co-camarões, penso que este é um problema que nos devia fazer reflectir.
Temos, definitivamente de nos deixar desta vida de gajas... Já viram bem as consequências que pode ter a nossa apetencia pelo acto?
Temos, definitivamente de nos deixar desta vida de gajas... Já viram bem as consequências que pode ter a nossa apetencia pelo acto?
O Polvo
Hoje em entrevista ao jornal Publico, Pedro Nunes, bastonário da ordem dos médicos, lança algumas críticas ao Infarmed, sobre a sua capacidade de avaliação da qualidade dos genéricos.
Ora se há coisa que me irrita é este corporativismo da classe médica, atacando tudo o que lhe retira poder. Certamente que os genéricos não lhes proporcionam tantos beneficios como os medicamentos "patrocinados" mas acho vergonhoso que se venham publicamente lançar suspeitas sobre a qualidade dos medicamentos genéricos sem mostrarem provas. Isto é o modelo do boato.
Vão-se mandando umas bocas a ver se pega, mas não pode ser assim. Existem algumas questões que merecem ser colocadas:
Porque será que o Infarmed, segundo o bastonário da Ordem dos médicos, só não tem condições de garantir a qualidade dos genéricos? Dos outros mais caros tem?
Serão os médicos quem mais sabe sobre medicamentos? Serão eles que se devem pronunciar publicamente, nestes termos, sobre a qualidade, ou falta dela, de um medicamento? Não existem bio-quimicos, farmaceuticos, etc... Os médicos serão assim tão superiores a todos os outros que tambem sabem mais sobre as áreas alheias?
Porque será que nunca vi a "classe" criticar alguns medicamentos, que até se veio a provar não terem qualidade, sendo retirados do mercado?
Já que se preocupam tanto com a qualidade do medicamento: quem é que fiscaliza a qualidade dos médicos? Não devia ser essa a preocupação do bastonário?
É que sinceramente penso que a qualidade de alguns médicos é bem mais preocupante do que a dos genéricos, mas é só uma opinião!
Ora se há coisa que me irrita é este corporativismo da classe médica, atacando tudo o que lhe retira poder. Certamente que os genéricos não lhes proporcionam tantos beneficios como os medicamentos "patrocinados" mas acho vergonhoso que se venham publicamente lançar suspeitas sobre a qualidade dos medicamentos genéricos sem mostrarem provas. Isto é o modelo do boato.
Vão-se mandando umas bocas a ver se pega, mas não pode ser assim. Existem algumas questões que merecem ser colocadas:
Porque será que o Infarmed, segundo o bastonário da Ordem dos médicos, só não tem condições de garantir a qualidade dos genéricos? Dos outros mais caros tem?
Serão os médicos quem mais sabe sobre medicamentos? Serão eles que se devem pronunciar publicamente, nestes termos, sobre a qualidade, ou falta dela, de um medicamento? Não existem bio-quimicos, farmaceuticos, etc... Os médicos serão assim tão superiores a todos os outros que tambem sabem mais sobre as áreas alheias?
Porque será que nunca vi a "classe" criticar alguns medicamentos, que até se veio a provar não terem qualidade, sendo retirados do mercado?
Já que se preocupam tanto com a qualidade do medicamento: quem é que fiscaliza a qualidade dos médicos? Não devia ser essa a preocupação do bastonário?
É que sinceramente penso que a qualidade de alguns médicos é bem mais preocupante do que a dos genéricos, mas é só uma opinião!
quinta-feira, 10 de março de 2005
O Submisso
O nosso impagável Luis Delgado anda triste, sem um lider forte a quem possa lamber as botas, mas parece que finalmente encontrou a solução...
quarta-feira, 9 de março de 2005
Fim das obras no blogue
Venho aqui anunciar, com muito prazer, que os trabalhos de beneficiação em curso no blogue estão concluidos.
Penso que consegui aliar alguma estética (que não é claramente a minha especialidade, ainda se fossem mulheres...), com o que me parece mais importante, facilidade de utilização e legibilidade das postas. Foi dificil pôr isto a funcionar num bom browser (Mozilla Firefox), e ao mesmo tempo num mau (IExplorer - não merece link).
Como é óbvio, como portugueses que somos, vamos inaugurar, mas as obras de fachada prosseguirão, com o menor incómodo possivel para o visitante. Principalmente para esses, que já nos visitaram desde a Malásia, Suécia, Canadá e Chile, esses países apreciadores de Camarão do Rio como nós. Esperem alguns dias que certamente lhes daremos as nossas saborosas receitas traduzidas nas vossas linguas, principalmente malaio.
Penso que consegui aliar alguma estética (que não é claramente a minha especialidade, ainda se fossem mulheres...), com o que me parece mais importante, facilidade de utilização e legibilidade das postas. Foi dificil pôr isto a funcionar num bom browser (Mozilla Firefox), e ao mesmo tempo num mau (IExplorer - não merece link).
Como é óbvio, como portugueses que somos, vamos inaugurar, mas as obras de fachada prosseguirão, com o menor incómodo possivel para o visitante. Principalmente para esses, que já nos visitaram desde a Malásia, Suécia, Canadá e Chile, esses países apreciadores de Camarão do Rio como nós. Esperem alguns dias que certamente lhes daremos as nossas saborosas receitas traduzidas nas vossas linguas, principalmente malaio.
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