segunda-feira, 16 de junho de 2014

Camaradas,


A derrota de Portugal foi uma coisa boa! Não me entendam mal, perder é cagalhão. Embora ache que o árbitro possa ter exagerado aqui e ali, no fim perdemos porque fomos piores, o que frustra ainda mais (para mim pelo menos). Mas o significado desta minha abertura é outra: para o cidadão consciencializado da gravidade do momento político que atravessamos seria sempre difícil apoiar a seleção nacional, devido ao fato não negligenciável de que isto se tratam de milionários a chutar uma bola em oposição a outros milionários, num país (Brasil) onde as pessoas passam fome, embora tenha riquezas naturais suficientes para que toda a gente seja pelo menos remediada. O que quero dizer com isto é que com esta derrota tornamo-nos imediatamente nos cães de baixo (ou underdogs, nessa língua bárbara que domina o espaço simbólico) e portanto passa a ser aceitável para o simpático burguês de esquerda apoiar a sua equipa de futebol. Além do mais mimetiza-se com esta coisa a luta politica que nos tem dominado nos últimos anos, com os alemães a darem-nos uma tareia sem serem particularmente hábeis (ou bonitos, diga-se sem ser de passagem).

A seleção nacional de futebol portuguesa ainda pode ganhar tudo, mas a partir deste momento tudo o que ganhar será à custa de sangue, suor e lágrimas (expressão usada por Churchill quando lançou o Reino Unido na guerra contra a Alemanha; logo expressão carregada de simbolismo, se é que me faço entender) e portanto podemos agora todos aplaudir, independentemente de acharmos que o Passos Coelho é o demónio ou apenas a pior pessoa que já pisou este nosso cantinho à beira-mar semeado.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Eu também

Pois eu passei por cá para celebrar um semana (menos um dia) sem publicações. Ah pois é!


sexta-feira, 28 de março de 2014