quinta-feira, 9 de agosto de 2007


Mais cedo ou mais tarde... Estamos de volta... Vocês vão ver...

quarta-feira, 18 de abril de 2007

quem tem medo da Virginia psicopata?

Vocês conseguem acreditar que voltou a acontecer? Conseguem conceber a ideia de um deja-vu de tal forma sangrento que até um bombista suicida ficaria admirado ao ponto de deixar escapar um “foda-se!!”? O choque voltou a inundar todas as mentes norte-americanas, depois de mais um massacre, desta vez numa universidade na Virginia. O autor da façanha, um estudante de 23 anos, depois de satisfeita a sua luxúria assassina, acabou com a própria vida, mas deixou para a história a marca recorde de 32 vítimas...
Confesso que até há umas horas atrás desconhecia os complexos detalhes desta história, pois ainda só tinha tido oportunidade de ver algumas imagens num qualquer canal de televisão inglesa. Pois bem, com o objectivo de me informar acerca desta verdadeira festança carniceira, resolvi deixar a pornografia um pouco de lado e navegar pelos sites à séria, cheios de informações e coisas do género. Fiquei surpreso com algumas das coisas que fui encontrando...
Para começar, estou espantado com o pouco que o responsável pelo mata-mata (Scolari dixit) se assemelha a um psicopata. Pode ser que esteja totalmente intoxicado pelos violentos filmes sobre psicopatas com que os americanos me foram adocicando a mente ao longo destes anos todos, mas esperava algo mais ao estilo de um Jason, um Hannibal ou até mesmo um Freddy, mas com um guarda-roupa menos colorido. Mas não. Em vez disso temos um caixa-de-óculos, o que não deixa de ser, no entanto, bastante perigoso, se tivermos em conta que o tipo estava armado com uma Glock 9mm e uma Walther P22! Mas não fiquei muito admirado com a facilidade com que este estudante universitário de 23 anos conseguiu, no espaço de um mês, comprar 2 armas desta envergadura, isso não! Afinal de contas, nos Estados Unidos as armas são vendidas da mesma forma que as peúgas brancas da raquete em Portugal. Não são muito caras, compram-se em qualquer supermercado e qualquer indivíduo menos equilibrado as consegue obter e, pior do que isso, chegar mesmo a utilizar! Acreditem, há pessoas capazes de tudo!
Estou, no entanto, espantado com a velocidade com que algumas pessoas, como o famoso Dr. Phil McGraw, o próprio que vocês já devem ter visto uma ou outra vez na tv, o génio dos conselhos milagrosos que aparentemente resolvem tudo e das super análises pessoais, já conseguiram descortinar e apontar sem hesitações os verdadeiros culpados destas tragédias, destes massacres, destas loucuras... E quando pensava eu que se ia finalmente debater a questão do controlo de armas nos Estados Unidos e o seu fácil acesso, eis senão quando o careca metido a psicólogo sai-se com esta frase: “common sense tells you that if these kids are playing video games, where they’re on a mass killing spree in a video game, it’s glamorized on the big screen, it’s become part of the fiber of our society. You take that and mix it with a psychopath, a sociopath or someone suffering from mental illness and add in a dose of rage, the suggestibility is too high”! (podem ver mais aqui)
Confesso que fiquei deveras nervoso... Tu queres ver... Tu queres ver que os americanos têm os jogos de computador todos? É que se estou bem recordado, não tenho noção de ouvir falar em massacres levados a cabo por maníacos armados até aos dentes em escolas ou universidades europeias, asiáticas, africanas ou seja o que for! Será que o resto do mundo não está a jogar com a mesma intensidade que os americanos? Pensava que sim, se até há quem se fine enquanto está entretido com o seu joguinho...
Mas a parvoíce não se ficou pelo senhor da testa muito alta, nada disso! Ao que parece, o nosso rapaz psicopata, escreveu umas peças numa cadeira de Escrita Criativa, que foram descritas pelos seus colegas da seguinte forma: “... era como algo saído de um pesadelo ... as peças continham uma violência macabra e distorcida e usavam armas que eu nunca tinha sequer imaginado ... muito gráficas e extremamente perturbantes ... os alunos chegaram a falar entre eles sobre a possibilidade de ele cometer um atentado na escola...”! Ora cá está, mais um pouco daquela perspicácia americana que nós tanto gostamos! Um indivíduo escreve umas coisas esquisitas, vá lá, ligeiramente mórbidas, e é logo elevado ao nível das pessoas com maior tendência para poder vir a tornar-se num maníaco descontrolado com tendências homicidas! Será que os indivíduos que escreveram os argumentos dos filmes SAW também passaram pelo mesmo tipo de situação? O que terá dado força a Stephen King durante todos estes anos, para que conseguisse ultrapassar as comparações desta natureza?
Meus estimados amigos, a situação não é novidade e tão pouco iremos deixar de ouvir falar nela no futuro! Em tantas outras circunstâncias diferentes envolvendo armas, cadáveres e alguém menos equilibrado que puxou o gatilho, o movimento que visa a culpabilização de alguém ou algo deixa cair os seus dedos acusadores sobre os video-jogos, a música, os filmes, mas nunca sobre os verdadeiros responsáveis, nunca sobre aquela cultura permissiva no que diz respeito às armas de fogo (dar uma olhada neste documentário)! Não é de estranhar, numa nação que nesse campo ainda se imagina no Velho Oeste...

POST-post-scriptum (este jovem, com este género de filosofia de pensamento, também não vai granjear grande sucesso, não...)

quarta-feira, 11 de abril de 2007

logo que passe a moção

Que nem o desconforto de uma espinha de corvina atravessada na garganta, estava aqui pronto a desaparecer-me da ideia o honesto e humilde voto de boas vindas àquele partido pequenino que um dia esteve no governo de mão dada com um partido maior e que, felizes sejamos todos (a gerência agradece que seja aqui introduzida uma dose reforçada de ironia e sarcasmo), viu recentemente o seu porta-estandarte-da-oposição-como-deve-ser voltar para retomar o seu lugar, para liderar todos esses opositores amadores numa verdadeira e estruturada batalha de ideias contra a cor que detém o poder no momento. (nunca fui possuidor de grande timing)
Sim, estávamos necessitados de palavras assim! De um iluminado que dissesse: 'vocês vão-se perder, eu é que sei o caminho! O partido, digo mesmo, o País (com letra grande, para se perceber que isto é assunto sério), precisa de uma liderança para uma oposição forte e eu sou a pessoa indicada!'.
Ora bem! Vamos a isso! Como começar a debater e encontrar soluções para os males da nação? Esperemos um pouco... Primeiro é urgente que se decida como eleger a maior figura partidária... Votamos todos nele ou votamos noutros para votarem depois nele? Decisões, decisões... Vamos a uma votação!
Vamos também trazer para o debate político das coisas sérias e importantes, pontos fulcrais e actuais, como sejam o insulto directo e vernacular a membros do próprio partido, a insinuação xenófoba, a ameaça física seguida da ameaça de auto processual e a alienação continuada dos vectores fortes do partido (fortes, mas opositores), porque assim, meus amigos, assim é a forma correcta de se fazer oposição!
Ou então assim...

o maior espectáculo do mundo!

Um destes dias gostava de ir ver um jogo do Chelsea em Londres... Não pelo futebol, nem pelo Special One, nem para ver o dinheiro do magnata russo a cair-lhe dos bolsos quando ele passasse perto de mim... Queria mesmo era assistir ao espectáculo que o Peter Cech deve dar durante aqueles intervalos... Isso é que deve valer a pena...

sábado, 31 de março de 2007

Genesis

Quando Deus começou criando o firmamento e a Terra, esta era de início um caos e como uma massa amorfa, com o Espírito de Deus planando sobre os vapores que enchiam as trevas. Então Deus disse: "Haja karting". E o karting apareceu. Deus ficou satisfeito e demarcou o aparecimento do karting em relação à escuridão. Ao tempo durante o qual o karting brilhou chamou-lhe ‘tsunami de karting’, e à escuridão noite. Essa sequência formou as primeiras horas de um dia.
E Deus disse: "Que os vapores se separem, deixando que haja uma atmosfera acima da Terra, e águas na sua superfície". Foi assim que Deus formou a natação e que separou as águas que estão na Terra das que se encontram na piscina grande. Tudo isto aconteceu no segundo dia.
E disse mais: "Que os processadores à superfície da Terra se juntem, formando facções e hordes, deixando aparecer warlocks e paladinos".
E assim foi.
E Deus ficou satisfeito.

alguém acredita?

Os mitos e as lendas existem na História de todos os povos, mas acontece, por vezes, que poucos acreditam na sua possibilidade. Na sua grande maioria, isto prende-se com o facto de nunca serem observados por alguém que possa relatar a experiência. É uma espécie de 'ouvi dizer que...'.
O mesmo acontece com as promessas, feitas com o intuito de obter uma contrapartida qualquer. Actividade normalmente levada a cabo por políticos e dirigentes de futebol. Também neste caso poucos são os que acreditam.
Existem também certas situações em tempo vividas e testemunhadas, que com o decorrer do tempo abraçaram o universo das promessas e acabaram por se tornar verdadeiros mitos. Aqui estamos perante um óptimo exemplo.
Eu não sou diferente dos demais, por isso, além de me custar a crer, julgo também que nunca vou ter oportunidade de poder observar.

venha ela!

Gosto de ver um bom futebol de vez em quando. É verdade. Sou um desses adeptos. Muitas vezes nem é tanto devido à arte dos jogadores em campo, nem ao resultado final, nem à disputa de pontos ou confronto entre antigos rivais.
Gosto de ouvir o que dizem os comentadores, os entendidos, os treinadores de bancada. Esses que passaram por anos de estudo refinado e análise crítica para se tornarem os mais aptos entre os credenciados, para poderem afirmar com total segurança, que quando a bola ultrapassa aquela linha final entre dois postes 'é golo!'.
Todos nós já tivemos conhecimento de episódios e frases, autênticas pérolas, com que esses profissionais nos brindam com o desenrolar de cada jogada. Existe, no entanto, uma frase que aprecio bastante. Uma expressão sobejamente utilizada nos últimos minutos de cada partida de futebol, que passo agora a partilhar com todos vós:

"A menos que aconteça uma catástrofe, o resultado vai permanecer inalterado!"

Confesso que sou daqueles que fica à espera que a catástrofe aconteça. Mais não seja, por uma curiosidade tremenda de saber de que forma pode um evento dessa natureza alterar um resultado de futebol. Que tipo de desgraça serviria melhor os propósitos da competição em questão? Como desconheço os critérios de avaliação que regem a comunidade de comentadores desportivos, posso apenas interrogar-me... Um tsunami será suficiente para alterar um 2-0 para um 2-3? Um tornado seria capaz de acabar com o impasse de um 0-0 para deixar os resultado final em 1-0? Quem tem a autoridade moral e desportiva para invocar a catástrofe? Quem se deve contactar? Não estaria também aqui a ser aberto o caminho para a corrupção desportiva? Segundo me dizem, é Deus que ordena as catástrofes, mas eu não estou a ver, num futuro próximo, o Criador a pedir para ser julgado na televisão...

Estas são algumas das explicações que necessitamos... Gabriel Alves, precisamos de iluminação!!

A parafrase para este post é: "E aqui está, um golo substantivo que nem pode ser adjectivado" (Gabriel Alves, comentário a um golo de Paul Gasgoine)

sexta-feira, 30 de março de 2007

O Povo é Sereno!!

Quem de entre nós alguma vez duvidou daquele eterno lugar comum de que o nativo lusitano é um indivíduo de brandos costumes? Quem, no seu perfeito estado de embriaguez histórico-cultural, ousaria contrariar as palavras proferidas por Pinheiro de Azevedo naquele momento conturbado da história (mais ou menos) recente da nossa orgulhosa nação: «Granadas? Não... Isto é só fumaça. Calma que o Povo é sereno! O Povo é sereno!»

Pois bem, para além da grande maioria da população deste burgo ser tomada por uma enorme turbe de almas serenas (enquanto muitos outros povos talvez nos considerem mansos), excepção feita como é óbvio os paleolíticos membros das claques organizadas de futebol, elementos partidários do CDS, o ocasional agente da Guarda Nacional Repúblicana e todos quantos votem no Alberto João Jardim, o certo é que se há coisa em que o português é exímio, é na arte de inventar!

Não, não estou a falar de inventos à séria, daqueles com direito a patente e a possível roubo dos planos por parte de uma qualquer nação asiática com o intuito de nos vir depois vender a obra feita por um euro e meio que avidamente adquirimos e admiramos afirmando em espanto colectivo: estes asiáticos, como é que eles conseguem?!?. Nada disso! Falo daquele inventar popular, de conseguir ligar 47 aparelhos eléctricos diferentes numa única tomada, falo na arte criativa de pintar uma estrada esburacada de preto e afirmar junto à cruz que os buracos desapareceram, falo naquele característico espirito inventivo que permite que um único utilizador pague pela televisão por cabo que todo o bairro usufrui (canais em que se faz o amor à bruta incluídos), falo, enfim, daquele nosso gene que nos permite encontrar todos os atalhos possíveis e todas as formas de conseguir 'desenrascar a coisa'. Isso sim!

Pois parece que agora um nativo de Luso (não da freguesia, mas da identidade lusófona), conseguiu encontrar uma forma infalível (ou não) de contornar aqueles impedimentos e dificuldades habituais que existem num comum assalto a um banco. Vocês sabem: armas, um bom disfarce, um plano de fuga... Tudo isso, meus amigos, para além de exigir um investimento de tempo enorme, no que a planeamento diz respeito, envolve diversos meios de logística e consideração para os quais, sejamos sinceros, o português não está preparado. Nada disso. Este nosso conterrâneo, que a tantos outros deve neste momento orgulhar, resolveu 'atalhar caminho' e conseguiu encontrar uma forma mais prática de levar a cabo esta sua aventura...

Se ponderarmos bem, até podemos parar um pouco e pensar: como é que ninguém se tinha lembrado disto antes? Afinal de contas, tudo o que necessitamos está perfeitamente ao alcance das nossas modestas posses: uma pasta (pode ser também uma mochila, um saco plástico do Lidl, um pedaço de papel daqueles de embrulhar bolos, um kispo vermelho, qualquer coisa que sirva para levar o dinheiro), um telemóvel (hoje em dia, quem não tem pelo menos um? Até os sem-abrigo, para enviarem sms uns aos outros e descobrirem onde está a bater menos vento naquela noite), e para terminar, um imenso reportório de mau feitio!

Pobres dos que se atravessarem no caminho do homem da pasta e do telemóvel com os seus insultos, ameaças e impropérios! "Se não me derem já todo o vosso dinheiro vou chamar nomes a toda a vossa família através deste tarifário que me permite falar a 12 cêntimos após o primeiro minuto!!! Ah pois é!" E o povo em geral, abrigando-se debaixo de mesas e tomando as ruas de pânico, não fosse aquela voz irritada atingi-las num orgão vital com um 'você é mesmo parvo'!
Tal como naqueles filmes do género isto-foi-uma-grande-tragédia-para-todos-mas-no-fim-conseguimos-todos-sair-de-cabeça-erguida-que-nem-grandes-heróis, que os americanos tanto gostam de nos impingir (ver: Pearl Harbor, Flight 93, World Trade Center, etc.), pessoas havia que ligavam para os seus entes queridos, para se podererem despedir uma última vez: "Querida, fui atingido no peito por um 'a sua esposa gosta de abocanhar falos de diversos indíviduos africanos'... Não sei se vou conseguir resistir muito mais tempo..."

Esta abordagem não triunfou, mas nem por isso o Luso (não da freguesia, mas da identidade lusófona), perdeu a sua postura serena (ver início do post), e quando lhe foi pedido que aguardasse por uns breves momentos até que as autoridades chegassem ao local para trocarem umas ideias com ele, o nosso herói, tranquilo... sentou-se num sofá e aguardou...

Lá se foi o extremamente elaborado plano de fuga...

(a parafrase deste post foi: "Granadas? Não... Isto é só fumaça. Calma que o Povo é sereno! O Povo é sereno!" in Pinheiro de Azevedo, discurso para a Rua Augusta em 1978)

quarta-feira, 28 de março de 2007

respek my yute!!


Aos Camarões (ou não) que irão embarcar nessa programada viagem a destinos caribenhos em busca de uma saudável troca de experiências culturais, hábitos sociais e potenciais trocas de fluidos com a animada fauna e flora local, quero desde já, antes que me esqueça ou que volte a entrar no habitual estado de hibernação e actividade cerebral passiva, presenteá-los com um grande bem haja e com duas preciosas pérolas de informação, que vos poderão servir de grande utilidade nessa odisseia:

Primeiro que tudo, para que o dialecto não vos pareça estranho, podem recorrer a este senhor, por forma a melhor se conseguirem expressar na pronúncia e vocabulário que Lee Scratch Perry tornou tão popular por esse mundo fora... (se calhar queriam que caísse no marasmo habitual de referir o legado de Marley num post sobre a Jamaica, não?)

Por outro lado, uma vez que no mundo em que vivemos está tão disseminada a ideia que o terrorismo pode acontecer a qualquer momento, em qualquer local, provocado por qualquer pessoa, o comediante Tony Hendriks explica aqui porque razão não há que temer terroristas jamaicanos...

Yah mon! Respek my yute!

revivalismo (versão Mary Shelley) ... ou algo parecido!

Diz que isto vai voltar a mexer…

Fala-se por aí à boca cheia que novas frases desbocadas e, talvez, completamente desprovidas de contexto, oportunidade e sentido de humor ou consciência social, estarão prestes a contaminar novamente este espaço sagrado, desde há uns tempos a esta parte, imaculado...

Ele há gente que não tem grande vida pessoal...

A parafrase para este post: "Look! It's moving. It's alive. It's alive... It's alive, it's moving, it's alive, it's alive, it's alive, it's alive, IT'S ALIVE!" (Colin Clive as Dr. Henry Frankenstein in Frankenstein 1931)