sexta-feira, 6 de abril de 2012

burn, motherfucker, burn

Ensinou-me a bem-aventurada vida e alguns anos de saber acumulado empíricamente que a embriaguez está para a criatividade como o fogo está para a floresta. É um pensamento que embeleza qualquer lar português. Talvez seja essa a nossa explicação para justificar a velocidade com que o ânimo do conteúdo do Camarão foi refreado de forma quase abrupta, após o entusiasmo inicial que nos pôs a bater calcanhares e a dar graças ao senhor. Senhor está em minúsculas. É de forma propositada.

Pessoalmente, utilizo a embriaguez para justificar muitas coisas na minha vida. Na grande maioria das vezes, coisas das quais não me orgulho muito. São assuntos para ficarem entre mim, a senhora que conheci ao quilómetro 23, na estrada para Resende, e o senhor do circo que trata dos póneis. Por vezes, um homem necessita abraçar aventuras que lhe deixem marcas no coração para o resto de uma vida...

É também a embriaguez que faz despertar o meu lado feminino! Não torça o leitor o nariz com esta afirmação, pois todos nós temos o nosso. O lado feminino. Até mesmo as naturais da Nazaré têm o delas! Sei bem que é ao beber industrialmente que se desperta a minha psique venusiana, pois a minha perícia para manejar veículos motorizados decresce substancialmente, o meu cérebro insiste em forçar a minha boca para dizer tolices em catadupa, enquanto o indíce de moleza no coração atinge tamanhas proporções que não existe saco lacrimal que consiga suportar o fluxo do dramatismo que me invade...

A embriaguez pode explicar muita coisa, mas não ajuda a justificar seja o que for. Explica o atalhar de assunto que me levou a registar estes pensamentos idiotas quando, na verdade, o meu objectivo era reflectir acerca dos incêndios que pouco a pouco vão derretendo esta terra de queimados que, ao que parece, nunca estão preparados para o lavrar das chamas e ficam frequentemente muito admirados quando elas surgem!  Não justifica a decisão tomada para postar este texto, ao invés da ideia original. Isto de escrever sem um sistema de posicionamento criativo acaba por dar neste resultado.

Para os curiosos que estão a jogar lá em casa: estava sóbrio quando escrevi isto.

1 comentário:

  1. Acho que a gente devia inventar uns nicks e encher isto de comentários falsos :)

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