Ora bem, de acordo com aquelas coisas nebulosas que preenchem o espaço existente entre as minhas orelhas (dito de outra forma, os meus pensamentos) tenho sido um ávido e prolífico escritor neste bloque. Só que o meu cérebro revela-se mais uma vez um péssimo instrumento para conhecer o mundo real. Na verdade, embora tenha pensado muito em escrever umas camarõezadas, a minha taxa de concretização está ao nível de um Nuno Gomes ou até mesmo de um Paulo Alves.
Sinto-me no entanto culpado (a culpa, como sabem, é um bom sentimento Católico) e como tal apresento as minhas desculpas e justificações, todas elas superlativamente importantes. Primeiro, tenho estado ocupado. Não sei quem inventou esta mania de trabalhar, mas parece-me mal.
Segundo, sempre que penso em comentar apercebo-me que sei pouco sobre as cenas, logo o melhor seria mesmo estar calado. Por exemplo, gostaria muito de falar sobre a crise na Europa, mas o Paul Krugman fá-lo muito melhor do que eu (já agora, se escrever-mos fá-lo de outra forma, mais precisamente retirando o acento grave e o hífen, deparamo-nos com uma alusão simbólica ao facto de termos sido violentados primeiro pelos nossos políticos e depois pelos políticos dos outros - Não perceberam? Eu explico melhor - falo, que também é a primeira pessoa do singular no verbo falar, pode ser uma referência a um objecto fálico, que por sua vez... deixem estar).
Terceiro, cada vez presto menos atenção às notícias do dia-a-dia. Isto em parte porque acho que os jornais estão a reagir de forma estúpida à quebra no número de leitores, enchendo as páginas com cada vez mais treta em vez de se focarem na procura de informação relevante. Mas o facto de eu não saber ler também não ajuda. Curiosamente, o facto de eu não saber ler, significa que não faço a mínima ideia do que estou a escrever aqui. Tanto quanto sei isto é uma receita de pudim de chocolate, o que pensando bem poderia ser um contributo mais útil.
Acho que é isto. Mas não se preocupem que ainda não desisti. Com esforço tenho a certeza que conseguirei espremer várias contribuições, todas elas altamente relevantes como esta... Abraços e beijinhos
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